EDITORIAL: Zerando as gavetas de modo inteligente

(Ou: seu COMTUR está ligado ou continua em 2025?)

É tradição, em muitos lares, as famílias fazerem uma verdadeira faxina nas gavetas de armários ou escrivaninhas. Na maioria das vezes, são verdadeiras tranqueiras, ocupando espaço sem resultado bom nenhum.


Objetivo inteligente é abrir espaço para momentos melhores, com coisas merecedoras de serem guardadas, ou preservadas, para bom uso ainda em tempo de não acabar o ano novo.


Figurativamente a esse procedimento, como funcionou o COMTUR – Conselho Municipal de Turismo - de sua cidade?


Fez a tarefa de casa, direitinho e dentro “dos conformes”, ou botou tudo nas gavetas do “depois a gente vemos” e seguiu maneirando para só chegar ao final do ano com jeitão de importante, sem dar importância às suas prerrogativas/responsabilidades?


As gavetas do COMTUR 2026 de sua cidade, logicamente com a renovação ou recondução legal da governança, contêm algum Projeto viável de ser mostrado e defendido em esferas estaduais, principalmente se considerarmos muitas cidades já estarem no contexto de Municípios Turísticos do Estado de São Paulo?


Não vale imaginar que, de repente, um estalo de ideia possa se transformar em projeto capaz de merecer aval técnico de todos os setores municipais e do COMTUR para se identificar como merecedor de apreciação junto ao DADETUR, focando repasses para fomento do turismo receptivo local. "Em cima da hora" é nome de bloquinho de Carnaval!

Uma das exigências para a apresentação de pareceres do COMTUR é, sim, a ata de constituição da nova governança desse órgão de assessoria, com a eleição de novo presidente ou recondução do anterior, cujo mandato venceu em 31 de dezembro de 2025.

Bom exemplo foi dado por Guararema, uma das novas Estâncias Turísticas paulistas. Adentrou o ano novo com um COMTUR renovado, ajustado, fortalecido, comprometido. Simplesmente por não ser possível perder tempo em tempos de conquistar melhores tempos.


Um recadinho direto aos presidentes de COMTUR: Gavetas são para guardar projetos. Não servem para arquivar ideias. Imaginem se o prefeito lhes pede uma opção para reivindicar repasses de recursos estaduais para o Turismo Receptivo da cidade e vocês respondem com “preciso ver”...


A resposta precisa já estar decidida em consenso com todos os conselheiros (titulares e suplentes (por isso a importância de todos participarem de reuniões)). 


A todos os conselheiros de turismo: são 635 municípios paulistas. Destes, 214 são Municípios de Interesse Turístico e 78 são Estâncias Turísticas. Vale a pena privilegiar as gavetas do “depois a gente vemos” ou, decididamente, se armarem com as melhores propostas de sucesso para o Turismo Receptivo da cidade?


Afinal, é a grande chance de marcarem seu nome, e o do Conselho, na história do Turismo municipal.


Não se descuidem, para não perderem a credibilidade, a louvada dedicação voluntária e a certeza de terem servido à comunidade.


Penso assim.

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Marcos Ivan de Carvalho
Jornalista independente, MTb91.207/SP, especializado em Turismo; Gestor de Turismo pelo IFRJ; membro do Conselho Deliberativo da AMITur (Associação Brasileira dos Municípios de Interesse Cultural e Turístico).

 

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