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RECADO39: Troco antes do pagamento (Blog do Diretor)

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(Foto: Marcos Ivan, Canal39)

Meu pai sempre disse, de sua humilde sabedoria de padeiro honrado e lutador pela sobrevivência digna da família, o valor da honestidade e do respeito a todos e por tudo.

Na hora das refeições, não se conversava a não ser o suficiente. Todos à mesa, com a insubstituível presença de mamãe.

Numa dessas reuniões para manutenção do corpo físico, papai nos disse sobre ter aprendido de seu pai, nosso avô, o valor da palavra dada. “O que se fala, não se retira, se for para garantir a verdade do que foi dito. Nos tempos mais antigos, um fio de barba era a garantia da palavra e a responsabilidade pela manutenção do acordo firmado entre duas pessoas honradas”.

O tempo passou, o mundo aparentemente em tudo evoluiu.

Aparentemente, pois muitos considerados ídolos populares descobriram que, por se tornarem populares, não teriam tanto trabalho em se fecharem em suas redomas formadas por subordinados interesseiros (os puxa-sacos) em usufruir da oportunidade de serem, também, remuneradamente antipáticos ao povo.

Em sendo antipáticos, se distanciam do povo e fazem, deste, o maior “culpado” de estarem no chamado “tijolinho de cristal” e, do alto desse pedestal de arrogância, tripudiam por sobre o tanto de povo que pensou poder, então, acreditar em mudanças tantas, capazes de minimizarem as mazelas aparentemente deixadas pelos seus antecessores no efêmero gozo do poder para “poder mandar, fazer e desfazer; fugir e ignorar e outros desmandos tais”.

Pelo fato de o poder ser efêmero, e estes tantos oportunistas assumidos de poder pelo espaço ocupado no tijolinho de cristal entenderem isso, o uso e o abuso do “cargo de trabalho” (trabalho?) se torna um verdadeiro trator de esteiras por sobre a dignidade de quem, por direito de buscar seu sustento, lhes presta serviços destinados a instituir, na mentalidade da massa, estarem – aqueles – fazendo de tudo para o povo ser feliz. Esses prestadores de serviços também são povo, igualmente “ralando” por conta do descaso administrativo.

Quando a prestação de serviços precisa ser paga, e esse pagamento não escorre dos alforjes particulares de nenhum deles, os prazos são incrivelmente indeterminados. Exatamente isso: tipo “Devo, não nego, pago quando quiser” (e não quando puder). Aliás, estrategicamente alguns intermediários se incorporam da mentalidade maléfica dos senhores do efêmero poder e – para não perderem substanciosa fatia do bolo (favor entenderem como dinheiro) – se acomodam ao capricho do pagar quando quiser. A fatura não pode ter prazo definido e nem pode ser cobrada pelo sistema bancário. Muito menos é paga com qualquer tipo de ajuste, juros ou multa. É dinheiro sêco, no valor faturado.

Reclamar pagamento por conta dos serviços prestados é buscar sofrer retaliações. Acreditem ser assim mesmo. Daí, não há empenho para se fazer o empenho da nota ou fatura e, por isso, os prazos se perdem nas páginas do calendário. Perguntarão os senhores que têm o valor das coisas corretas sempre em primeiro plano: “Mas, se há serviço contratado, como não há dinheiro separado para o pagamento”? Simples: fazer doer é comum a quem está no poder não pelo povo, mas pelo bolso e pela egoísta posição de se tornar “grande coisa”.

Com isso, os prazos e compromissos daqueles que estão sem receber pelo que já foi feito, principalmente por não poder ser desfeito, começam a escoar; os juros e multas aumentam a cada dia, a irritação fica à flor da pele. Aliás, não só de quem precisa receber, mas de toda a família que, com o recebido, poderia ter melhor cumprido seus compromissos e até melhor se alimentado. (Sem considerarmos os credores do trabalhador honesto…).

Esses caras são assim: aproveitadores sem palavra, não honram assinaturas, decepcionam as pessoas dignas e honestas, as quais imaginaram ter acertado na escolha. Pior para estas, já que não existe o direito de “desvotar”, limpar o banco para alguém honrado nele se assentar.

O valor maior, entretanto, é garantido pela Lei do Retorno: administrador público que deve e não paga, pode receber O TROCO bem antes e de formas inexplicáveis. Mesmo porque a Justiça Divina não precisa se explicar. Carece de respeito e entendimento.

Coisas que esses camaradas não conhecem, não praticam. Por isso, não entendem muito sobre as razões de O TROCO não respeitar sua estúpida posição de “senhores do tijolinho de cristal”.

Fica assim, atletas do injusto: cuidado para não receberem O TROCO antes do pagamento. Não queiram dizer que é ingratidão. É apenas a lei natural sobre “plantou milho, vai colher milho e não milhões”.

Só mais um recado: a dor do machucado que você causar pode até não existir mais, porém a marca pode trazer à lembrança da vítima o quanto você não entende de fraternidade…

(Marcos Ivan de Carvalho, jornalista MTb36001, publicitário, em “Saiba ser melhor”, livro em preparação)

 

Jornalista, Publicitário, Bacharel em Comunicação Social pela Universidade de Taubaté. Radialista com passagens pelas emissoras Globo e Capital 1040-AM de São Paulo, TV Setorial (Pindamonhangaba), Rede Difusora de Rádio, Rede Bandeirantes de Rádio. Escritor, autor de "Mergulho, uma proposta de ajuda" (Editora Ave Maria-SP) Produtor artístico, coordenador de eventos. Diretor proprietário da empresa Marcos Ivan de Carvalho ME Diretor do site www.canal39.com.br e da web radio www.radiocanal39.online

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2 Comentários

2 Comments

  1. Eduardo Kogempa

    13 de agosto de 2018 em 01:18

    Dessa vez não há como persistir no erro. Novos e limpos caminhos são imprescindíveis para uma recolocação.

    • marcosivan

      13 de agosto de 2018 em 11:30

      O erro inexiste quando a intenção de quem trabalha é honrar compromissos. Entretanto, a ótica é unilateral e os falsos donos do poder não vêem respeito e dignidade como valores intangíveis… Abraço.

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