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QUALIDADE DE VIDA: Mágicas ou promessas comerciais bastam para sua vida?

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Mágicas ou promessas comerciais bastam para sua vida?

Seu vizinho reclama de dores lombares. Você apanha um frasco spray, borrifa sobre o local indicado e faz uma leve massagem. Pouco tempo depois o ex-dolorido se apresenta, satisfeito e agradecido.

No dia anterior, você passou um susto, por conta de uma queimadura enquanto estava assando uma carne para o churrasco de domingo com a família. Ao perceber o acidente, sua esposa – muito tranquilamente – buscou no quarto o mesmo frasco spray e aplicou o produto sobre a área afetada. Pouco tempo depois, você reparou que a ardência na pele havia sumido e não surgiram bolhas.

Quando acontece aquela tosse impertinente você também faz uso do mesmo produto em spray.

E se surpreende novamente…

Por ser natural e conter sais minerais marinhos, sua esposa experimenta borrifar e espalhar no rosto… E se impressiona, depois de seco, com o poder hidratante, anti-oxidante e estimulante no aumento do colágeno, verificando-se um efeito lifting na pele…

Quem o vê, pela primeira vez, utilizando a “garrafinha de uma água mágica” não fica satisfeito e pergunta qual é o truque, a mágica, o segredo, o milagre!?

Você, sem nunca se cansar, explica não se tratar de mágica, truque, segredo e nem milagre. Explica ser, sim, apenas o resultado de incansáveis anos de pesquisa científica, com uso – inclusive – de conhecimentos sobre Física Quântica.

A “aguinha do spray” nada mais é do que a concentração ideal de sais minerais bioenergéticos provenientes de rochas vulcânicas e marinhas. Trata-se de BEAUTY ESSENCE da BIOENERGY®, uma resposta para quem não costuma perder tempo com muita promessa e poucos resultados.

BEAUTY ESSENCE tem resultados comprovados em uma lista enorme de utilizações, além das que citamos inicialmente.

Quer saber? Até a depressão já fez as malas e saiu da vida de muita gente que utilizou e utiliza BEAUTY ESSENCE.

Pode parecer, então, que BEAUTY ESSENCE deve custar tanto que só serve para quem tem muito dinheiro.

É aí que entra a razão maior de você vir a querer experimentar e se apaixonar por BEAUTY ESSENCE da BIOENERGY® . Simplesmente porque, em se tratando de um produto natural, elaborado com matérias-primas japonesas com fundamentos de longos anos de pesquisa e com aplicações reconhecidamente bem sucedidas, todos os produtos da BIOENERGY® chegam ao mercado com valor justo para compra, haja vista a relação custo/benefício ser altamente positiva para o consumidor.

Dispense a dor de cabeça na hora de escolher condições para ter melhor qualidade de vida. Opte por inserir os produtos da BIOENERGY® em sua rotina do dia a dia. Ou você prefere acreditar em promessas sem ciência, mágicas, truques, milagres comerciais?

Fica a dica: Produtos da BIOENERGY®, um enorme ganho para sua saúde, estética e bem estar, e de seus familiares.

Aproveite para experimentar agora, pois o tempo não tem ponteiros que rodam ao contrário…

BIOENERGY® em sua vida. O tempo todo, todos os tempos. Não perca tempo!

Experimente e surpreenda-se todos os dias!

Contatos:

Instagram: @bioenergysempre

Facebook: BIOENERGY

Site: www.bioenergy.net.br

(Texto: criação Marcos Ivan para BIOENERGY®)

 

Jornalista, Publicitário, Bacharel em Comunicação Social pela Universidade de Taubaté. Radialista com passagens pelas emissoras Globo e Capital 1040-AM de São Paulo, TV Setorial (Pindamonhangaba), Rede Difusora de Rádio, Rede Bandeirantes de Rádio. Escritor, autor de "Mergulho, uma proposta de ajuda" (Editora Ave Maria-SP) Produtor artístico, coordenador de eventos. Diretor proprietário da empresa Marcos Ivan de Carvalho ME Diretor do site www.canal39.com.br e da web radio www.radiocanal39.online

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EDITORIAL: 5ª Romaria dos Profissionais de Turismo a Aparecida.

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Dos bancos acadêmicos, da experiência profissional – ao lado de consagrados jornalistas brasileiros – e da formação familiar, não necessariamente nessa ordem, trazemos em nossa bagagem de conhecimentos e procedimentos, a prática essencial de retratarmos a realidade dos fatos e eventos aos quais buscamos dar divulgação.

Temos elevado respeito a todos quantos, de seus ideais focados na promoção da melhor qualidade de vida, tiram do papel seus planos e os colocam em prática.

Nesse comentário não queremos ferir sentimentos e, muito menos, desestimular o projeto que tem tudo e algo mais para dar certo. Porém, cumpre-nos sermos imparciais.

Das propostas anunciadas para a realização da 5ª Romaria dos Profissionais do Turismo a Aparecida, a programação contemplava dois painéis temáticos, duas dinâmicas de grupo – com indispensável apresentação das conclusões dos mesmos a respeito dos temas anunciados.

Isso não ocorreu.

A Romaria teve início com passeios externos a atrativos turísticos em cidades próximas e em Aparecida. Nossa reportagem não os cobriu e, por isso, não nos compete comentar.

A Sessão Solene, cuja locução nos comprometemos fazer, ocorreu singela, pela quantidade de participantes e total ausência de autoridades locais convidadas, segundo o coordenador do evento. Apenas ocuparam a mesa: o próprio coordenador, João Gilberto de Oliveira; Padre Léo, referencial da Pastur para a Arquidiocese de Aparecida; Alex Cardoso, secretário de Turismo de Potim e Dom Irineu Roman, Bispo de Belém do Pará e referencial da CNBB para a Pastoral do Turismo em nível de Brasil.

A grade de eventos programados para o sábado sofreu os prejuízos não naturais de intervenções convidadas, mais com características de painel de negócios do que verdadeiramente um evento focado em promover a troca de experiências, conhecimentos e percepções capazes de enriquecer a bagagem dos profissionais, vindos de diversas partes do país, lhes proporcionando referências mais amplas para o exercício da atividade.

Dom Irineu comentou, com autoridade e conhecimento, a Carta do Vaticano a respeito do Dia Mundial do Turismo, assinada pelo Cardeal Peter Turckson, Prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano. Em seu texto, o cardeal ganês aborda os efeitos da tecnologia digital na transformação do comportamento humano e como a mesma tecnologia pode ser utilizada para a evangelização e a formação espiritual das pessoas, as quais têm direito ao lazer, descanso e momentos de reflexão.

Para esse painel deveria acontecer a primeira dinâmica de grupos e a extração dos comentários, a serem apresentados por um representante de cada grupo. A discussão da mensagem do Vaticano não ocorreu.

Em vez disso, o tempo foi ocupado com apresentações de convidados, os quais falaram sobre empreendimentos comerciais e de serviços como viagens aéreas; formação de cooperativas (tudo a ver com as viagens aéreas, mas sem adequação à proposta do evento); anúncio de um empreendimento aéreo privado; apresentação da Infraero referindo o aeroporto de São José dos Campos (também tudo a ver com as viagens aéreas, mas sem adequação à proposta do evento); apresentação de empreendimento do turismo rural, também sem envolvimento com a temática, pelo menos inicial.

As apresentações desse pessoal ocuparam todo o espaço da grade programática inicial.

Após o intervalo do almoço, notamos a ausência de muitos profissionais inscritos e tivemos a informação de que os mesmos optaram em fazer visitas aos locais onde não tiveram acesso no primeiro dia da Romaria, dedicado a visitações. Com isso, a plateia profissional ficou menor, e os espaços foram ocupados por grupos de convidados chegados posteriormente.

O segundo painel temático, “Hospitalidade, Acolhimento e Evangelização do Turismo” foi – supostamente – conduzido por um escritor bacharel em Turismo, o qual falou sobre parte de sua formação acadêmica, o processo criativo de seu trabalho literário e pouco acrescentou quanto ao tema anunciado. Sob nossa visão foi mais um “merchand”.

O segundo espaço dedicado às partilhas de conhecimentos e experiências também foi dominado pelos anúncios comerciais sobre destinos do Turismo Religioso, mais lançamento de livro e apresentação de outra proposta comercial de agencia de viagens. Além disso, durante o evento, falas de representantes de Portugal e Venezuela as quais, por conta dos próprios idiomas e velocidade do tempo e, também, a pouca qualidade do som dos microfones, não conseguiram atingir os pensados resultados.

Uma anunciada “Oficina de Turismo”, a ser apresentada por profissionais de São José dos Campos e a fala de representantes do COMTUR de Cachoeira Paulista, as quais teceram breves comentários sobre os resultados da boa ação do órgão tripartite daquele novo MIT – Município de Interesse Turístico do Estado de São Paulo, também foram espremidas pelo relógio.

Convidados de São Paulo fizeram breves falas sobre a diversidade do Turismo Religioso Paulistano; a Rota da Liberdade foi apresentada, também em ritmo de corrida, o mesmo acontecendo com a “Rota do Rosário”.

Dois breves momentos dedicados à divulgação das ações de resgate e evangelização promovidas pelas unidades da Fazenda da Esperança, um dos mais tocantes atrativos da Região.

A Mesa Redonda, programada para um “fechamento” do evento, com as falas conclusivas e esclarecimento de dúvidas, contou com a participação de um jornalista, um empresário e o presidente da CNTUR. Cada um dos ocupantes da mesa, cuja mediação foi – também – de uma jornalista, teceu breves comentários a respeito dos temas (os quais não foram discutidos em grupos) e houve a interação com a plateia, para esclarecimento de dúvidas.

Após a pergunta, de um agente de viagem, interessado em saber a opinião da Mesa a respeito de se promover pacotes associando Turismo Religioso e Turismo de Lazer, Dom Irineu Roman, autoridade máxima presente, haja vista se tratar de um evento sobre Turismo e a indagação ser a respeito da segmentação religiosa, buscou complementar a resposta dos interlocutores da Mesa. Iniciou, até, sua explicação mas foi impedido de continuar, pela mediadora, a qual reivindicou para si o direito de interrompê-lo por conta do adiantado da hora. Absurdo foi a mesma ter dado a palavra, na sequência, para um dos ocupantes da Mesa Redonda.

Esse momento chocou muitos da plateia e foi possível notar o clima de constrangimento instaurado.

A partir disso, o que se observou foi o esvaziamento, aos poucos, do ambiente.

Uma profissional, Guia de Turismo, demonstrou-se visivelmente chocada com a atitude da jornalista.

A programação do dia se completou com a celebração da Santa Missa, a qual foi presidida por Dom Irineu Roman, no altar central do Santuário Nacional. Em sua homilia, o celebrante falou mais sobre a Carta do Vaticano e acolhida, hospedagem e evangelização, não coincidentemente os mesmo temas da Romaria.

Como dissemos, no início, não temos a mínima intenção de diminuir os objetivos da Romaria dos Profissionais de Turismo a Aparecida. Ficamos à vontade, entretanto, para esse nosso comentário, haja vista nossa dedicação em divulgar as edições anteriores da Romaria e termos participado – até certo ponto – das ações preparatórias dessa 5ª edição. Nos retiramos por óbvias posições profissionais.

É preciso haver uma profunda reflexão quanto aos resultados dessa edição, para não acontecer o naufrágio de um ideal. Não podemos aprovar a prática de merchandising num projeto que tem tudo, em seu briefing inicial, para ser efetivamente de utilidade para todos os profissionais de Turismo.

Os orçamentos têm de ser fechados com antecedência, orientando-se por uma referência que não fuja muito das oscilações do mercado financeiro. Os convites, com respectivos temas, devem ser definidos e tratados em conversas, com utilização da própria tecnologia de comunicação, afinando-se as falas e objetivos, determinando-se os possíveis benefícios a todos.

Todos os demais módulos merecem imediata revisão de quantidade, tempo a ser ocupado e sua contribuição para um efetivo evento de qualidade, objetividade e bons resultados. Esse é o lucro verdadeiro: a certeza de que o trem da história não venha a descarrilar, despejando fora da rota o ideal bonito de um cidadão o qual deseja dar sua contribuição para o setor do Turismo, destacadamente o Religioso.

Por acreditarmos nessa possibilidade é que nos posicionamos tranquilos quanto ao aqui posto e assinado, reafirmando nossa consideração e nosso respeito a todos quantos estiveram envolvidos como organizadores ou participantes da 5ª Romaria dos Profissionais de Turismo a Aparecida, e, ainda, destacando ser nossa contribuição de cunho positivo para a manutenção do evento.

Mudar para melhor, muitas vezes, precisa de um comentário amigo e sincero e não de pedras atiradas a êsmo.

Fraternalmente,

Marcos Ivan de Carvalho – diretor do Canal39, jornalista MTb36001.

Veja algumas fotos, clicadas por Edna Maischberger e Marcos Ivan.

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DEBATE DE APARECIDA: Candidatos em clima morno não convencem

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Estúdio do Debate de Aparecida (Reprodução)

Em clima de muita reserva entre os candidatos, apesar da aparente descontração, aconteceu, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho, no Santuário de Aparecida, Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, o Debate de Aparecida, promovido pela CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e realizado Santuário Nacional, transmitido pela Rede Aparecida de Televisão, reuniu 7 dos 13 candidatos ao cargo máximo do Executivo Nacional.

Joyce Ribeiro, mediadora (Foto: Edna Maischberger, Canal39)

Brilhantemente conduzido pela jornalista Joyce Ribeiro, o Debate foi aberto com fala do presidente da CNBB, arcebispo de Brasília, cardeal Sérgio da Rocha deu as boas vindas aos participantes, destacando a proposta do evento.

Cardeal Sérgio da Rocha, presidente da CNBB (Reprodução)

“A CNBB tem ressaltado, diversas vezes, a importância do diálogo, do respeito e da não violência nas relações sociais, especialmente no âmbito da política. Esperamos muito que esse debate possa transcorrer num diálogo respeitoso”, disse o religioso, incentivando aos telespectadores a estarem atentos aos diversos momentos do Debate.

Composto por 5 blocos, o debate teve, em seu bloco inicial, a resposta de todos os 7 participantes a uma pergunta única, proferida pelo cardeal Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, o qual foi designado pela CNBB para esse ato: “Os senhores acreditam ser possível retomar o caminho da ética, restituir a credibilidade à política e fortalecer a democracia no Brasil”?

Guilherme Boulos (Reprodução)

Pela ordem de posição no cenário, Guilherme Boulos (PSOL) foi o primeiro a responder, referindo seu trabalho focado no atendimento aos sem teto e sem terra, baseando-se em fala do Papa Francisco sobre “teto-terra-trabalho” para o verdadeiro equilíbrio; prometendo reforma política, haja vista a ética perder espaço para os interesses do poder econômico privado, que troca apoio por espaços no governo. Alguns detalhes que, segundo sua visão, podem promover o enfretamento à corrupção na qual o Brasil está mergulhado.

Presidenciável pelo PT, Fernando Haddad, respondeu buscar fortalecer todas as intituições as quais combatem a corrupção no Estado, sem partidarismo, sem qualquer tipo de discriminação. Aos que cometerem atos ilícitos, buscará individualizar as situações e promover a punição exemplar. Para alcançar esse intento, destacou a necessidade de fortalecer a Controladoria, a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça. Com isso, segundo o petista, não haverá “sujeira sob o tapete”. A política com ética significa, para Haddad, favorecer os mais pobres, oferecer mais Educação em todos os níveis de aprendizado; oferecer atendimento na Saúde, Habitação. Citou os programas sociais do governo de seu partido e finalizou dizendo ser preciso combater exemplarmente a corrupção.

Álvaro Dias (Reprodução)

Álvaro Dias (Podemos) alinhou sua fala sobre a prioridade em combater a corrupção no país. “O Brasil não pode mais ser governado por organizações criminosas. Nos últimos anos, esse país foi assaltado e, segundo as autoridades judiciárias, foi governado por uma organização criminosa”, destacou Dias, no início de sua resposta. Também disse ser, para o bom ínicio do combate à corrupção, o fortalecimento das instituições reguladoras e o fim da prática que chamou de “guarda-chuva protetor de mais de 55 mil autoridades brasileiras (acabar com o foro privilegiado). Isso promoverá a verdadeira igualdade entre todos, perante a Lei. Com isso, haverá a refundação da República. Citou a Lavajato como exemplo a ser instituído para o combate à corrupção. Com isso, a ética se estabelece e resgata-se a imagem internacional do Brasil, com a consequente recuperação de investidores estrangeiros.

Ciro Gomes (PDT) definiu, como ferramentas para a restituição da ética, o exemplo. O candidato considera os corruptos como adaptáveis a todas as leis, buscando sempre levar vantagens. Abriu parênteses para citar sua carreira de 30 anos na política sem nenhum envolvimento com fatos que abalassem sua imagem. “Isso não é vantagem nenhuma, é apenas minha obrigação, mas eu estou me apresentando ao público brasileiro porque eu acho que o exemplo é melhor que muitas palavras”, sinalizou o candidato. A segunda ferramenta indicada por ele é a não utilização do mesmo formato, da mesma prática de gestão considerada nos últimos anos. Citou o fraccionamento dos partidos e as negociatas por suborno e fisiologismo como fatores contribuintes para a corrupção se instalar nos setores públicos. Propor ideias, antes, junto ao povo; manter viva a força popular, energizando a política; estabelecer um pacto federativo novo e promover um plebiscito, caso persistam impasses, segundo Gomes, são ações de seu plano de governo.

Henrique Meirelles (Reprodução)

Do PMDB, Henrique Meirelles apresentou sua resposta à pergunta feita por Dom Odilo fazendo analogia sobre o momento, o local e as falas. Um tanto visionário, disse que “para estarmos falando aqui sobre a ética, a honestidade, também tem um simbolismo especial. Aqui da Basílica nós podemos olhar para o país e ver como o que dissermos aqui pode se tornar, de fato, realidade”. Discorreu sobre a importância de pessoas honestas ocuparem cargos públicos, passeou por um tempo de sua carreira, destacou não ter sofrido com envolvimentos ações corruptas ou processos. Ocupou todos o tempo de dois minutos referindo transparência de seu trabalho e de sua equipe e as ações as quais considera exemplos de contribuição para a verdadeira ordem no país. Ficou sem objetividade sua resposta.

Marina Silva (Reprodução)

A candidata Marina Silva (Rede) comentou sobre a corrupção sistêmica e institucional que assola o Brasil, praticada dentro do órgãos públicos, com a utilização de mecanismos espúrios para uso do dinheiro publico. Referiu os prejuízos causados pela prática do crime, o que é inaceitável. A candidata comentou que os desvios de dinheiro público com a corrupção somam 6% do orçamento nacional, necessários – por exemplo – para se cuidar melhor da Educação. Citou o gesto de Jesus, ao expulsar os vendilhões que ocupavam o templo, como verdadeiro combate à corrupção. Citou, também, o Papa Francisco o qual, em uma de suas falas, define que a igualdade entre os homens se dá pela correta prática da política. Também defendeu maiores garantias e apoios às instituições mantenedoras da Ordem e da Justiça, para haver mais transparência administrativa. Assumiu o compromisso de promover uma gestão pública com ética, no combate à corrupção, para servir à Sociedade.

Geraldo Alckmin (Reprodução)

Geraldo Alckmin (PSDB) respondeu à mesma questão, definindo o enriquecimento por meio da política pode ser considerado ladrão, inclusive soletrando o termo e sugerindo que esse tipo de crime seja punido pelo Código Penal. A gestão do país, para o tucano, precisa ser por meio da política essencialmente ética, do contrário não é politica. “Nós defendemos a ética porque o modelo é que está errado. Para ele, não é possível a existência de 35 partidos políticos, haja vista não termos 35 ideologias. Defendeu, também, o fortalecimento das instituições de controle; atualizar a legislação; destacou a falta de punição para os chamados crimes do “colarinho branco”; enalteceu a Operação Lavajato como um marco na política brasileira; defendeu a inversão do ônus da prova para que os políticos e servidores acusados de enriquecimento ilícito se responsabilizem pela comprovação da origens de seus bens e que haja exemplaridade.

Ao longo dos outros módulos do Debate de Aparecida, os candidatos presentes falaram de suas propostas de governo, fizeram perguntas entre si, num tom notadamente contido.

Muitas vezes, apesar de aparente experiência para falar em público, os candidatos não souberam utilizar o tempo determinado para perguntas e respostas, perdendo-se no “timming” das falas, como foi o caso de Álvaro Dias, que não conseguiu perguntar a Boulos no início do segundo bloco do Debate. Ciro Gomes foi outro que não soube, em alguns momentos, resumir suas falas e demonstrar sua proposta de governo ou questionar seus adversários.

De um modo geral, cada um buscou se garantir sobre sua plataforma, destacando os óbvios problemas que afligem os brasileiros e se posicionando favoráveis a mudanças.

Haddad, para manter o discurso do partido, prometeu acabar com a terceirização e com a Reforma Trabalhista, contrapondo-se a Alckmin, que foca estabelecer ações para legitimar os sindicatos.

Jornalistas convidados também fizeram perguntas aos 7 presidenciáveis os quais, como já havia acontecido anteriormente, buscaram não se comprometer nas respostas. Em alguns momentos, as respostas ficaram sem complementação ou – até, ao nosso ver – evasivas, pois os questionados buscavam, de uma forma de ou de outra, “não segurar a batata quente”…

Algumas citações não nominais, mas referentes ao candidato Jair Bolsonaro foram feitas, em tom de incredulidade quanto à sua possibilidade de o mesmo ter bons resultados nas urnas.

No último bloco do Debate de Aparecida, a Igreja, por meio da CNBB, questionou os candidatos. Cada um foi perguntado por uma autoridade católica e posicionamento quanto aos quesitos foi, de um modo geral, favorável às expectativas dos perguntadores.

Dom Orani Tempesta (Reprodução)

Para Fernando Haddad a pergunta foi feita por Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, sobre como o candidato trabalharia o tema Violência, que se manifesta complexo e assustador em todo o país.

Haddad disse da necessidade de se tratar do tema em conjunto, distribuindo oportunidades com isonomia evitando alternativas para a instalação da Violência. Segundo o candidato, compete aos Estados a gestão deste problema e não têm conseguido sucesso. Não existe, conforme declarou, a interação entre governadores e prefeitos, o que prejudica as decisões e ações. Para Haddad, é preciso estabelecer-se essa prática de envolvimento por meio de legislação adequada. Citou ainda a dificuldade dos governos estaduais combaterem o crime organizado que se espalhou pelo Brasil. A abordagem e o combate, segundo ele, precisa ser por agentes federais, os quais necessitam de melhor aparelhamento em todos os sentidos.

Dom Orlando Brandes (Reprodução)

O arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes dirigiu sua pergunta ao sorteado Ciro Gomes para explicar sua visão sobre o agronegócio e a agricultura familiar no Brasil. Gomes citou a necessidade de se cuidar das ações preservacionistas e fazê-las evoluir para que a agricultura familiar, responsável por 80% do abastecimento das mesas, seja beneficiada por linhas de crédito mais acessíveis; solução para as dificuldades com assistência técnica e operacionalizar o envolvimento governamental para a utilização mais plena dos recursos auferidos com essa prática familiar, geradora de empregos.

Quanto ao agronegócio, apesar de recolher menos impostos por conta da exportação, e ter menos custos, por ser bastante mecanizado, Ciro o tem como uma alternativa econômica para suprir as mazelas da devastação sofrida pelas industrias, vítima, segundo ele, da estúpida polítia econômica dos últimos anos.

Dom Darci Nicioli (Reprodução)

Dom Darci Nicioli, arcebispo de Adamantina (MG), perguntou a Álvaro Dias sobre como superar a desigualdade social e promover a melhor distribuição de renda no Brasil. Refundar a República, com igualdade de oportunidades, valorizando trabalho, emprego e produção e salários.

Promover reformas, inclusive da presidência, social, tributária; reforma trabalhista “pra valer, com foco no trabalho e geração de emprego”; combate à corrupção; desburocratização, regulação de procedimentos e tributação na renda e não no consumo são itens de sua visão quanto ao tema abordado.

Dom Pedro Stringhini (Reprodução)

Marina Silva foi perguntada pelo bispo de Mogi das Cruzes, Dom Pedro Stringhini a respeito da questão dos povos indígenas, quilombolas e pescadores artesanais.

Silva declarou seu compromisso de demarcar o território indígena, respeitar a cultura nativa, e de manter sob sua prerrogativa a condição de assim proceder.

Dom Guilherme Werlang (Reprodução)

O bispo da cidade de Lajes (SC), Dom Guilherme Werlang, fez sua pergunta ao presidenciável Geraldo Alckmin, abordando Saúde e Educação, baseando-se na PEC 95.

“Congelar gastos primários, especialmente na Saúde, Segurança, na Infraestrutura e não congelar o pagamento dos juros, por exemplo, lhe parece uma proposta justa”?

O ex-governador de SP disse ter como meta contemplar a Educação Básica, no ensino infantil, abrindo mais creches e zerando a demanda reprimida com mais investimentos, evitando a aplicação dos valores atuais em cursos superiores. Na Saúde, pretende ajudar os jovens no combate à dependência química e fazer um grande trabalho com os idosos.

Dom João Bosco Barbosa (Reprodução)

A defesa da vida e a questão do aborto foram os itens da pergunta do bispo da cidade de Osasco (SP), Dom João Bosco Barbosa, o qual pinçou alguns momentos do Debate onde se tratou das crises que assolam o país: economia, ética, política. Dom João Bosco reafirmou a posição da CNBB em defesa e integralidade da vida, especialmente a do nascituro. A pergunta, dirigida a Henrique Meirelles: Qual é a sua posição em relação ao aborto?

O candidato defendeu um argumento no qual deixou claro ser contra qualquer tipo de radicalismo; reconheceu a doutrina católica e de outras religiões, as quais compete ensinar sobre o valor da vida mas, nas entrelinhas, defende o direito de as mulheres buscarem solucionar momentos dramáticos, extremamente difíceis em sua vida. Não declarou-se abertamente em favor da prática mas alertou que é uma posição de maior parte da sociedade, com regulamentação legal em muitos casos específicos.

Dom Francisco Biasin (Reprodução)

Guilherme Boulos foi o último a ser questionado, ouvindo a pergunta de Dom Francisco Biasin, bispo de Barra do Piraí/Volta Redonda (RJ). Dom Biasin quis saber, do petista, sobre polarização na política e como ele tratará o diálogo com os outros poderes da República e com os movimentos sociais.

Boulos, contrário, segundo sua fala, ao processo de polarização que promove o ódio e a violência, explicou que o retrato da situação, no Brasil, é o profundo abismo social, resultante do poder economico em mãos de meia dúzia de milionários, em detrimento a milhões de brasileiros. Para ele, é preciso que haja um diálogo democrático, sem compra de apoio e negociatas e não como o modelo atual, que gerou desesperança em todos. Em seu entendimento governabilidade não pode contemplar apenas as intituições, mas, sim, em todos segmentos da sociedade. Valorizou a importância de o povo ser ouvido e ter poder de decisão. “A democracia brasileira não pode ser um reality show (citando nominalmente conhecido produto de televisão), onde as pessoas decidem quem fica, que sai, mas não decidem o que acontece dentro da casa. Defendeu plebiscitos, referendos, conselhos, movimentos sociais, participação popular.

Em síntese, quanto às perguntas dos religiosos, os debatedores procuraram focar suas falas mais na possibilidade de transmitirem um briefing de sua plataforma, quanto aos temas abordados, do que efetivamente responderem, com clareza, ao solicitado. Procuraram, não veladamente, se esquivar de se exporem com opiniões mais formais, preferindo, em muitos momentos, atribuir culpas e prejuízos ao sistema atual, sem convencerem de suas reais possibilidades de êxito. Segundo eles, tudo é preciso, para mudar o país, algo muito óbvio e que a sociedade sabe bem como a situação está. Não chegaram a empenhar uma palavra de compromisso com a Nação.

Álvaro Dias, inclusive, disse aceitar a renúncia de Alckmin em seu favor e Meirelles definiu-se vencedor já no primeiro turno. “O segundo turno é irrelevante, mas em tenho certeza de vencer”. Essas duas falas dos candidatos ocorreram momentos antes do Debate, em contato com os jornalistas.

O Debate de Aparecida, sem dúvida, foi uma forma de a sociedade ter mais um contato com os principais concorrentes à mais desejada cadeira de Brasília.No entanto, apesar de todos serem experientes nas lides políticas, muitas vezes se perderam no timming das respostas ou perguntas.

A CNBB e o Santuário de Aparecida cumpriram sua missão de procurar esclarecer à sociedade, num todo, oferecendo espaço importante na televisão, inclusive com liberação de sinal às emissoras interessadas, ampliando a possibilidade de mais pessoas terem acesso ao Debate.

O Canal39 cumprimenta a todos os organizadores, todas as equipes e imprensa envolvida pelo empenho em oferecer, com elevado grau de profissionalismo, à opinião pública um momento a mais para reflexão antes da decisão pelo candidato de melhor potencial para governar o Brasil a partir de 01 de janeiro de 2019.

Texto: Marcos Ivan de Carvalho, Mtb36001

Fotos: Edna Maischberger / Reprodução

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RECADO39: Troco antes do pagamento (Blog do Diretor)

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(Foto: Marcos Ivan, Canal39)

Meu pai sempre disse, de sua humilde sabedoria de padeiro honrado e lutador pela sobrevivência digna da família, o valor da honestidade e do respeito a todos e por tudo.

Na hora das refeições, não se conversava a não ser o suficiente. Todos à mesa, com a insubstituível presença de mamãe.

Numa dessas reuniões para manutenção do corpo físico, papai nos disse sobre ter aprendido de seu pai, nosso avô, o valor da palavra dada. “O que se fala, não se retira, se for para garantir a verdade do que foi dito. Nos tempos mais antigos, um fio de barba era a garantia da palavra e a responsabilidade pela manutenção do acordo firmado entre duas pessoas honradas”.

O tempo passou, o mundo aparentemente em tudo evoluiu.

Aparentemente, pois muitos considerados ídolos populares descobriram que, por se tornarem populares, não teriam tanto trabalho em se fecharem em suas redomas formadas por subordinados interesseiros (os puxa-sacos) em usufruir da oportunidade de serem, também, remuneradamente antipáticos ao povo.

Em sendo antipáticos, se distanciam do povo e fazem, deste, o maior “culpado” de estarem no chamado “tijolinho de cristal” e, do alto desse pedestal de arrogância, tripudiam por sobre o tanto de povo que pensou poder, então, acreditar em mudanças tantas, capazes de minimizarem as mazelas aparentemente deixadas pelos seus antecessores no efêmero gozo do poder para “poder mandar, fazer e desfazer; fugir e ignorar e outros desmandos tais”.

Pelo fato de o poder ser efêmero, e estes tantos oportunistas assumidos de poder pelo espaço ocupado no tijolinho de cristal entenderem isso, o uso e o abuso do “cargo de trabalho” (trabalho?) se torna um verdadeiro trator de esteiras por sobre a dignidade de quem, por direito de buscar seu sustento, lhes presta serviços destinados a instituir, na mentalidade da massa, estarem – aqueles – fazendo de tudo para o povo ser feliz. Esses prestadores de serviços também são povo, igualmente “ralando” por conta do descaso administrativo.

Quando a prestação de serviços precisa ser paga, e esse pagamento não escorre dos alforjes particulares de nenhum deles, os prazos são incrivelmente indeterminados. Exatamente isso: tipo “Devo, não nego, pago quando quiser” (e não quando puder). Aliás, estrategicamente alguns intermediários se incorporam da mentalidade maléfica dos senhores do efêmero poder e – para não perderem substanciosa fatia do bolo (favor entenderem como dinheiro) – se acomodam ao capricho do pagar quando quiser. A fatura não pode ter prazo definido e nem pode ser cobrada pelo sistema bancário. Muito menos é paga com qualquer tipo de ajuste, juros ou multa. É dinheiro sêco, no valor faturado.

Reclamar pagamento por conta dos serviços prestados é buscar sofrer retaliações. Acreditem ser assim mesmo. Daí, não há empenho para se fazer o empenho da nota ou fatura e, por isso, os prazos se perdem nas páginas do calendário. Perguntarão os senhores que têm o valor das coisas corretas sempre em primeiro plano: “Mas, se há serviço contratado, como não há dinheiro separado para o pagamento”? Simples: fazer doer é comum a quem está no poder não pelo povo, mas pelo bolso e pela egoísta posição de se tornar “grande coisa”.

Com isso, os prazos e compromissos daqueles que estão sem receber pelo que já foi feito, principalmente por não poder ser desfeito, começam a escoar; os juros e multas aumentam a cada dia, a irritação fica à flor da pele. Aliás, não só de quem precisa receber, mas de toda a família que, com o recebido, poderia ter melhor cumprido seus compromissos e até melhor se alimentado. (Sem considerarmos os credores do trabalhador honesto…).

Esses caras são assim: aproveitadores sem palavra, não honram assinaturas, decepcionam as pessoas dignas e honestas, as quais imaginaram ter acertado na escolha. Pior para estas, já que não existe o direito de “desvotar”, limpar o banco para alguém honrado nele se assentar.

O valor maior, entretanto, é garantido pela Lei do Retorno: administrador público que deve e não paga, pode receber O TROCO bem antes e de formas inexplicáveis. Mesmo porque a Justiça Divina não precisa se explicar. Carece de respeito e entendimento.

Coisas que esses camaradas não conhecem, não praticam. Por isso, não entendem muito sobre as razões de O TROCO não respeitar sua estúpida posição de “senhores do tijolinho de cristal”.

Fica assim, atletas do injusto: cuidado para não receberem O TROCO antes do pagamento. Não queiram dizer que é ingratidão. É apenas a lei natural sobre “plantou milho, vai colher milho e não milhões”.

Só mais um recado: a dor do machucado que você causar pode até não existir mais, porém a marca pode trazer à lembrança da vítima o quanto você não entende de fraternidade…

(Marcos Ivan de Carvalho, jornalista MTb36001, publicitário, em “Saiba ser melhor”, livro em preparação)

 

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