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CULTURA

MÚSICA CAIPIRA: Anunciadas as inéditas que disputam o Canta Violeiro em Cunha

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(Arte: Marcos Ivan, Canal39

Organizadores destacam qualidade das composições e anunciam programação dos 3 dias do 6º Festival Canta Violeiro de Cunha, um dos melhores da Região, este ano junto com a Festa Gastronômica da Truta

O criterioso especialista em música caipira, Julio Cesar Santin, presidente da Associação Cultural Caipirapuru, teve muito trabalho para selecionar as 20 obras para a edição 2018 do Festival Canta Violeiro de Música Caipira Inédita, realizada pela Associação Viola Caipira de Cunha e Prefeitura da Estância Climática de Cunha.

Maria Cristina Paniza

Segundo Maria Cristina Paniza, coordenadora do festival e presidente da Associação Viola Caipira, Santin é um amante da música raiz e, realmente, se debruça sobre o material enviado pelos inscritos, tratando a todos com iguais cuidados. “ Ele é muito cuidadoso, principalmente quanto ao ineditismo das músicas e letras, evitando a possibilidade de questionamentos por conta de possíveis plágios”, afirma Cristina.

Aberto, por meio de Edital apropriado, o Canta Violeiro reúne, na Praça da Matriz de Cunha, concorrentes do Vale do Paraíba (Cachoeira Paulista, Campos do Jordão, Cunha, Lagoinha, Lorena, São José dos Campos e Tremembé); mineiros de Conceição dos Ouros, Pouso Alto, Monte Sião, Elói Mendes e Uberlândia; São Paulo (Capital), Cotia, Campinas, Ribeirão Preto; Campo Grande (MS).

VEJA, AS COMPOSIÇÕES SELECIONADAS PARA ESTE IMPORTANTE FESTIVAL:

Ao todo foram 25 inscritos, sendo selecionados 20.

Na quinta-feira, 15, primeira eliminatório, com 10 candidatos. Na sexta-feira, 16, os outros 10 se apresentam para avaliação dos jurados.

Sábado, 17, grande final, com os dez selecionados nas duas eliminatórias, sendo escolhidos os 3 primeiros colocados e os ganhadores dos prêmios de melhor música/letra de Cunha, melhor intérprete e aclamação popular.

A história de um doutor – Carlos Viola (Carlos Antunes Pereira) (Conceição dos Ouros-MG)

As mágoas de um caboclo – José Vanderlei Alves (Campos do Jordão/SP)

Belezas do meu sertão – Benedito Goulart (Eloi Mendes –MG)

Boas lembranças – Jorge Faustino (Lagoinha/SP)

Canta, violeiro! – Joffre Luiz Silva Capucho (Lorena/SP)

Cavaleiro Solitário – Carlos Eduardo Amaral Barbosa (São Paulo/SP)

Desabafo – Sr.Anézio Luis dos Santos (Neneco) (Lagoinha-SP)

Festa no céu – Rafael Henrique e Gustavo Neto (Campo Grande/MS)

Fivela de Alpaca – Marcos Violeiro (Marcos Cândido Leal) (Monte Sião/MG)

Lombo de um caminhão – Donisete de Carvalho Rodrigues (Cachoeira Paulista/SP)

Meu desabafo – Vicente Pereira (Simonito) (São José dos Campos/SP)

Minha história – Francisco Benedito Sales (Chiquinho) (Cunha-SP)

Pirapora – Matheus Querino (Pouso Alto/MG)

Recado ao sertanejo – Matthias Martins Zaeslin (São Paulo/SP)

Rio Bonito – Cícero Gonçalves dos Santos e Adriano Roberto Moreira Rosa (São Paulo/SP)

Sabiá Preta – Alvaro Láercio II e Gerson Ramos (Cotia-SP)

Tá no sangue – Nelson José da Silva (Campos do Jordão/SP)

Um carro de boi – Betto Ponciano (São Paulo/SP)

Vida de pobre – Teddy Berrante (Odair Ribeiro das Neves Filho) (Tremembé – SP)

Viemos do interior – Paulo César Giordani (Ponte Serrada/SC)

Viola de Aroeira – Luiz Carlos da Silva Lima (Uberlândia/MG)

COMO VAI SER?

O 6º Canta Violeiro acontece em 3 dias de evento, com bons prêmios para os três primeiros colocados, além de premiação para melhor intérprete, melhor música/letra de compositores cunhenses e prêmio para a obra escolhida por aclamação.

Durante os três dias de evento, no período da tarde (das 13h às 16h), o artista Tarcísio Manuvéi ministrará oficina de violas, durante a qual ensinará como os violeiros podem melhor se preparar para uma apresentação em público (comunicação, performance, postura em palco, domínio das técnicas de tocar viola caipira, afinação, ritmo, montagem de repertório, etc.

Dessa oficina de 3 dias deve sair o grupo de violeiros que fará o show de encerramento do Canta Violeiro.

SHOWS

DIA 15

13:00 até as 16:00 – Oficina de Música Caipira

15:00 – apresentação da Catira de Cunha

16:30 – apresentação da Roda de Violas

19:30 – apresentação dos 10 (dez) inscritos selecionados para este dia

Após as apresentações dos candidatos teremos show musical com Edilson Santos, violeiro cunhense, iniciou carreira no nosso projeto Violas na Praça, atualmente estudando no Conservatório de Tatuí.

DIA 16

10:00 –varal fotográfico de Renate Eslinger e Arpad Cserep (somente com tempo seco)

13:00 até as 16:00 – oficina de música caipira

16:30 – apresentação da roda de violas

19:30 – apresentação dos 10 (dez) inscritos selecionados para este dia

Após as apresentações dos candidatos teremos show musical com a dupla Arnaldo Freitas e Jamil Scatena e com os músicos Emerson e Celso que farão parceria nessa noite.

DIA 17

13:00 até as 16:00 – Oficina de Música Caipira
16:00 – Apresentação do Coral Bem te canto
17:00 – Apresentação da Roda de Violas
19:30 – apresentação dos 10 (dez) finalistas, cuja ordem de entrada no palco será sorteada com antecedência
Após as apresentações dos candidatos teremos show musical com os violeiros que fizeram as oficinas de música caipira e, após o show, será divulgado o resultado do festival e feita a premiação dos 3 (três) primeiros colocados e os prêmios de melhor letra/música de Cunha; de melhor intérprete e de aclamação popular. O encerramento do 6º Festival de Música Caipira será após a premiação.

FESTA DA TRUTA PÕE MAIS SABOR AO EVENTO

O 8º Festival Gastronômico da Truta acontecerá de 14 a 20/novembro de 2018.

A abertura das barracas no dia 14/Nov será as 18:00 h às 23h:00.

Demais dias das 13:00 às 23:00.

Local dos eventos: Praça da Matriz

DIA 18 de novembro

15:00 até as 16:00 – Apresentação de Congada

20:00 – Aula Show – preparação de um prato a base de truta pelos chefs Caio e André.

21:00 – apresentação musical de Jan Fagundes e Altayr & Banda

DIA 19 – 20:00 – apresentação musical de Otavio Solo MPB e Raiz.

Cristina Paniza destaca a importância de dois eventos em uma única oportunidade: “A fusão destes dois eventos em um mesmo espaço, na praça da matriz de Cunha, conseguirá atrair maior número de visitantes para a cidade. Teremos a atenção do público  para as raízes de Cunha, cidade serrana que conserva suas tradições, entre elas a música caipira.  Além da boa comida cujo prato principal será a truta, espécie que se dá muito bem em climas mais frios e é apreciada por muita gente daqui e, também, por turistas”, explica.

Com o apoio da Prefeitura Municipal da Estância Climática de Cunha, desde fevereiro de 2010 acontece o projeto Violas na Praça, o qual vem resgatando o cancioneiro popular através de apresentações semanais, aos sábados, em praça pública. O principal objetivo é oferecer aos jovens o acesso a esta alternativa de lazer, cultura e arte; criando oportunidades de aprender novas técnicas; possibilitando o surgimento de novos talentos, afastando os jovens das situações de risco. Também busca-se fomentar o turismo através de um vínculo permanente entre a cidade de Cunha e a música caipira .

QUEM É?

Tarcísio Manuvéi

Tarcísio Manuvéi – músico que fará as oficinas de música caipira. Cantador, violeiro catireiro, incentivador da cultura popular e produtor Cultural.

Produtor executivo e artístico de vários projetos, apresentações musicais com Pena Branca, idealizador do projeto Mil Violas.

Agraciado com vários prêmios entre eles, Premio Rozini de Excelência da Viola Caipira, Prêmio Grande Otelo de Cultura, idealizador e produtor de vários encontros de violeiros realizados em Uberlândia.

Produtor musical do Grupo Viola de Nóis.

Júlio Cesar Santin

Júlio Cesar Santin – fez a avaliação e seleção das músicas inscritas.

Médico, músico e técnico em áudio,  Presidente da Associação Cultural Caipirapuru e um dos responsáveis pela criação do Encontro de Violeiros e Cantadores de Irapuru, hoje o CAIPIRAPURU.

Participou de vários trabalhos musicais entre eles gravações de Cds.

Lançou dois CDs; “Sentimento Matuto” em 2006 e Capim Dourado em 2013.

Jamil Scatena

Jamil Scatena – Jurado – Assessor do Gabinete do Secretário da Cultura do governo de São Paulo.

Músico percussionista atuou em vários grupos musicais desde 1979,  entre eles o  Bando Flor do Mato tendo  participado  por mais de 02 anos no Programa Viola minha Viola, e também realizando uma série de shows, acompanhando a imortal Inezita Barros.

Arnaldo Freitas

Arnaldo Freitas – Jurado – com sua técnica apurada e interpretação emocionante é considerado um dos principais violeiros da nova safra da música instrumental brasileira.

Foi vencedor da categoria “Melhor instrumentista de viola do festival Voa Viola” e de 2006 a 2015 foi violeiro do regional programa Viola minha viola, da Tv Cultura.

Nasceu e cresceu no interior de São Paulo, em fazendas de gado, de onde vem sua legítima raiz caipira.

Celso Silva

Celso Silva – Jurado – desenvolve seu trabalho exclusivamente como músico profissional desde 1996.

Natural de Guaratinguetá é professor de violão clássico e popular, cavaco, canto e teoria musical em geral. Como músico atua como violonista, cantor, compositor, arranjador.

Como compositor participou de vários festivais de música, tendo sido vencedor de vários deles.

É um dos idealizadores e organizadores do Festival da Diversidade Cultural e do movimento “Aliança Cultural” em Guaratinguetá.

Emerson Thomas

Emerson Thomas – Jurado – Iniciou sua carreira, aos 10 anos de idade, na Corporação Musical São Benedito, de Lagoinha (SP).

Profundo conhecedor da música caipira participou de festivais, fazendo dupla com seu pai e, também, concorreu com diversos arranjos.

Atualmente é professor de viola caipira e violão nas oficinas culturais do Estado de São Paulo, Maestro da Banda de Música Padre Chico, na cidade de Lagoinha-SP, além de trabalhos diversos na área de preservação da música caipira.

Lenir Boldrin

Lenir Boldrin – jurado – Coordenador Musical do Programa Sr.BRASIL, de Rolando Boldrin, na TV Cultura. Participou como jurado em diversos festivais pelo Brasil. É sócio fundador e Diretor de Projetos do Instituto Novo Tempo-Música e Cidadania, presidido pelo artista Ivan Lins, do qual fazem parte, também, Frejat, Dado-Villa Lobos, Fernanda Abreu e outros artistas, que juntos vão trabalhar a favor da música e da cidadania, lutando pelo ensino musical e inclusão social. Faz parte do grupo Gestor do “Programa Nacional de Formação Musical”, junto ao Ministério da Cultura, formado por Maestros e Produtores, que estuda a formatação de ensino musical em todo Brasil.

O Festival de Música Caipira Inédita de Cunha – “Canta Violeiro”, em sua sexta edição, pretende continuar incentivando nosso cancioneiro popular, para que criem novas canções e, despontem novos compositores, novas duplas e cantores solos da nossa música caipira de raiz. A realização do festival mostra aos jovens a importância de suas origens, desenvolvendo o gosto pelo instrumento “viola caipira” e fazendo com que o número de intérpretes, compositores e músicos, desse gênero, aumente.

O QUE É MÚSICA RAIZ?

Música sertaneja raiz (ou música caipira) é aquela cujo tema da letra narra tudo aquilo que é próprio do sertão, do universo rural, da vida do homem do campo, da lida com o gado e a roça, do folclore, da crença, da fé, do contato com a natureza, da melancolia e a solidão do caboclo cantadas em estilos simples tais como a toada, moda campeira, guarânia, cururu, querumana, cateretê, rasta-pé, chamamé, recortado, cipó-preto, pagode caipira, polca, batuque, corta-jaca e moda de viola.

ONDE FICAR?

Cunha é uma enorme hospedaria. Povo simpático, acolhedor, dono de magnífica capacidade de bem tratar a todos que por lá chegam.

Muitas pousadas, grande parte localizada a pouca distância do centro, oferecem bons serviços, incluindo café da manhã. Acesse o site da Cunhatur e veja onde ficar. Sem se esquecer de onde comer e onde passear, além de ver o Festival Canta Violeiro e saborear a truta do festival gastronômico.

(Fotos: Edna Maischberger e Marcos IVan, Canal39, exceto Emerson Thomas e Celso Silva (acervos pessoais)

Jornalista, Publicitário, Bacharel em Comunicação Social pela Universidade de Taubaté. Radialista com passagens pelas emissoras Globo e Capital 1040-AM de São Paulo, TV Setorial (Pindamonhangaba), Rede Difusora de Rádio, Rede Bandeirantes de Rádio. Escritor, autor de "Mergulho, uma proposta de ajuda" (Editora Ave Maria-SP) Produtor artístico, coordenador de eventos. Diretor proprietário da empresa Marcos Ivan de Carvalho ME Diretor do site www.canal39.com.br e da web radio www.radiocanal39.online

CULTURA

CARNAVAL: Guará sai na frente e anuncia Festival de Marchinhas

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Com os bons resultados obtidos em 2018, quando realizou a primeira edição do Festival de Marchinhas Carnavalescas, a Secretaria de Cultura de da Estância Turística de Guaratinguetá não perde tempo e anuncia, já, a realização do evento de 2019.

Daí, nada melhor do que os compositores carnavalescos da Região (e olha que temos uma verdadeira usina da talentos!) já irem se ajeitando, dando uma olhada nos rascunhos, afinando vozes e instrumentos para começarem o ensaio de gravar as mídias para inscrição no Festival de Guará.

As inscrições ficam abertas de 10 de dezembro de 2018 a 10 de janeiro de 2019, na Secretaria de Cultura, instalada Praça Conselheiro Rodrigues Alves, 48, Centro, ou também podem entrar em contato pelo telefone (12) 3122-4058.

Para saber sobre o regulamento, acesse o site da Secretaria de Cultura de Guaratinguetá

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CULTURA

CULTURA: Bem te Canto encanta público na Praça da Matriz em Cunha

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(Foto: Marcos Ivan, Canal39)

A programação do 6º Festival Canta Violeiro de Música Caipira Inédita de Cunha, levado a efeito nos dias 15, 16 e 17 de novembro de 2018, contemplou uma bela apresentação do Coral Bem te Canto, formado por cantores de Guaratinguetá e Cunha, no palco instalado na Praça da Matriz.

Regido pela professora Ana Beatriz Klinkerfuss e com a participação especial do músico e professor de canto e teoria musical Celso Silva, o Bem te Canto mostrou um pouco de seu repertório.

No vídeo, alguns momentos dessa apresentação.

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CULTURA

CUNHA: “Festa no céu” vence o Festival Canta Violeiro de Música Caipira Inédita

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(Fotos: Edna Maischberger e Marcos Ivan, Canal39)

A Estância Climática de Cunha, simpática e aconchegante, tem, por tradição, ser uma espécie de “centro nervoso” ou “coração” das manifestações culturais e turísticas, de uma modo geral.

Entra mês, sai mês, muita coisa acontece para a Cultura Popular Brasileira não perder sua identidade.

No último final de semana, combinando com o feriado da Proclamação da República, por exemplo, aconteceu em altíssimo estilo o 6º Festival “Canta Violeiro” de Música Caipira Inédita.

Um desfile de 19 composições, todas avaliadas pelo criterioso corpo de jurados, formado por profissionais da música e conhecedores das tradições caipiras, foi a atração para cunhenses e turistas “lá pelas bandas das serras” (Bocaina, do Mar e Quebra Cangalha).

Idealizado pela Associação Viola Caipira Violeiros de Cunha, que já realiza o projeto Violas na Praça, o Canta Violeiro vem, há seis anos, promovendo a divulgação e a importância da preservação da nossa música brasileira raiz, a Música Caipira, por excelência.

01 – Lenir Boldrin, coordenador musical do programa Sr. Brasil (jurado); 02 – Emerson Thomas, maestro e professor de viola caipira nas oficinas culturais do Estado de São Paulo (jurado); 03 – Arnaldo Freitas, vencedor do prêmio Melhor Instrumentista de Viola do Festival da Viola (jurado); 04 – Maria Cristina Paniza, coordenadora do Festival e presidente da Associação Viola Caipira Violeiros de Cunha; 05 -Jamil Scatena, percussionista, assessor do gabinete do Secretário da Cultura do Estado de São Paulo (jurado); 06 – Celso Silva, professor de violão, viola e cavaquinho, canto e teoria musical (jurado) (Fotos: Edna Maischberger, Canal39)

Com o passar do tempo, o Projeto “Canta Violeiro” se consolida e ganha espaços/conceitos junto às comunidades musicais em grande parte do território nacional. Basta verificar as localidades representadas na edição de 2018.

Atualmente o Festival “Canta Violeiro” de Música Caipira Inédita de Cunha traz, em suas referências, a realização do Governo do Estado de São Paulo por meio da Secretaria de Cultura; correalização da Associação Viola Caipira Violeiros de Cunha e Prefeitura da Estância Climática de Cunha, com produção da APAA – Associação Paulista dos Amigos da Arte.

As 19 obras concorrentes se apresentaram, por ordem de sorteio, nos dias 15 (10 inscritos) e 16 (9 inscritos) de novembro, de cujos resultados da avaliação feita pelos jurados surgiu a lista de dez finalistas, que voltaram ao palco para a disputa final.

Premiação

Após as apresentações da noite final do “Canta Violeiro”, o corpo de jurados definiu a premiação para as seguintes composições concorrentes:

06 – Aclamação Popular: “Boas lembranças” interpretada por seu autor, Jorge Faustino, de Lagoinha (SP), que recebeu troféu das mãos de Emerson Thomas + prêmio em espécie no valor de R$ 500. 05 – Melhor Música Caipira de Cunha – “Minha história”, de Francisco Benedito Sales, defendida por Pacheco e Chiquinho – troféu entregue por Arnaldo Freitas, mais R$ 500; 04 – Melhor Interpretação: Carlos Viola e Paraná, com a música “História de um doutor” (Carlos Antunes Pereira), Conceição dos Ouros, MG – troféu entregue por Tarcísio Manuvéi, prêmio de R$ 500;  03 – 3º Lugar – “Fivela de alpaca” (Marcos Cândido “Violeiro” Leal), Monte Sião, MG – defendida por Evaldo Carvalho e Jaqueline – troféu entregue por Lenir Boldrin+ R$ 1.500; 02 – 2º Lugar – “Viola de aroeira” (Luiz Carlos Silva Lima), Uberlândia, MG – com Bruno e Felipe – troféu recebido das mãos do secretário de Turismo e Cultura de Cunha, Marcelo Henrique Veras + R$ 2.500;  01 – 1º Lugar – “Festa no céu” (Rafael Henrique e Gustavo Neto), Campo Grande, MS – com Os Dois Violeiros – troféu entregue por Jamil Scatena, representando a Secretaria de Estado da Cultura + R$ 4.000 (Fotos: Marcos Ivan e Edna Maischberger, Canal39)

Objetivos alcançados

Para Maria Cristina Paniza, dedicada organizadora, com uma equipe de colaboradores voluntários, o “Canta Violeiro” atingiu, mais uma vez, os seus principais objetivos, implícitos no Regulamento Oficial.

“Nós, mais uma vez, só temos que manifestar nossa gratidão. Primeiro a Deus, que nos deu forças, orientação para conseguirmos levar adiante esse projeto que é tão importante para a Música Caipira, de um modo geral. Minha gratidão a todos que, direta e indiretamente, de forma dedicada, se doaram em esforços para o sucesso de nosso Festival”, disse Cristina por ocasião da premiação aos vencedores.

Promover o resgate das tradições musicais, com a divulgação e incentivo à criação e produção de música caipira, estimulando os jovens a terem gosto pelo gênero musical; criar oportunidades para compositores e intérpretes da música cailpira, revelando novos talentos em todo o território brasileiro, possibilitando a maior aproximação e confraternização entre músicos e poetas da região e de outras localidades, definitivamente foram itens contemplados e alcançados em mais essa edição do “Canta Violeiro” . Ao mesmo tempo, e naturalmente, a Estância Climática de Cunha consolida sua identidade de celeiro da Música Caipira, direcionando o interesse popular ao valor e importância da mesma como fonte de cultura e lazer.

Organização modelo

O grande destaque que se pode dar ao Festival “Canta Violeiro” de Música Caipira Inédita, de Cunha, é a organização impecável em todos os seus detalhes.

Desde os cuidados com a elaboração do Regulamento até a Comissão Julgadora, tudo é muito bem pensado e executado, buscando-se oferecer o máximo de boas condições para acontecimento do evento. Veja-se, por exemplo, o fato de o jurado responsável pela avaliação e seleção inicial das obras inscritas não compor o corpo de jurados das eliminatórias e final.

Inovações

O “Canta Violeiro” de 2018 apresentou, em sua estrutura de eventos, duas novidades: aumentou-se em um dia a programação em si (duas eliminatórias, em vez de uma), totalizando 3 dias de música caipira na Praça da Matriz cunhense.

Outra novidade, muito bem pensada, foi a instalação de uma Oficina de Viola, por meio da qual um facilitador, neste caso o experiente produtor musical Tarcísio Manuvéi, ministrou algumas técnicas de postura em palco, interação com a plateia e exemplificou a montagem ideal para um repertório. “Precisa ser um repertório que envolva o público, fazendo-o cantar junto com uma orquestra de viola”. E assim aconteceu. Após 3 dias de troca de experiências e conhecimentos, os músicos de Cunha e de outras localidades, puderam formar uma orquestra de viola para apresentação no show de encerramento do Festival.

Tarcísio Manuvéi, primeiro à direita, durante uma das sessões da Oficina de Violas (Foto: Marcos IVan, Canal39)

Manuvéi, bastante entusiasmado com o aproveitamento dos participantes da Oficina de Viola, disse da importância de a mesma não deixar de acontecer.

Show de Encerramento, com a Orquestra formada durante a Oficina de Violas. (Foto: Edna Maischberger)

Bem te Canto

Ensaiado e regido pela professora Ana Beatriz (sexta posição em pé, da esquerda para a direita, o Coral Bem Te Canto brindou ao público presente à Praça da Matriz momentos antes do início da grande final do “Canta Violeiro”. Destaques do repertório: Berimbau (Baden Powell / Vinícius de Moraes), Pot Pourri de Elpídio dos Santos, Disparada (Geraldo Vandré / Théo de Barros) e uma ciranda de Gabriel Levy. (Foto: Marcos Ivan, Canal39)

Estrutura

Um palco bem montado, inclusive com o cuidado de ter um piso antiderrapante, luz e som ideais da equipe Douglas Som e Luz; decorado com muito esmero pela equipe organizadora elevou, ainda mais, a qualidade do “Canta Violeiro” (Foto: Edna Maischberger)

Garantia

Num cenário brasileiro onde muitos ritmos e gêneros ocupam a maior parte das programações de televisão e rádio, a melhor maneira de divulgar a Música Caipira é, em conjunto com a tecnologia das redes sociais, a realização de tradicionais festivais.

Com a sexta edição do Festival “Canta Violeiro” de Música Caipira Inédita, Cunha consolida, por meio de parcerias bem formatadas e orientadas, sua posição como plena incentivadora e motivadora da preservação, divulgação e ampliação dos conhecimentos da verdadeira música brasileira raiz, proporcionando, como foi possível verificar no certame ocorrido, a renovação dos valores, com a participação de jovens intérpretes, autores e compositores. Pais e filhos, amigos e casais jovens se somaram nas 3 noites do Festival e deram provas de que, por amor à arte e manutenção, até, da história familiar, a Música Caipira será defendida por todos.

Merecem todos os aplausos os concorrentes que dividiram o palco e os aplausos; os profissionais envolvidos na montagem da estrutura de som e luz; os dedicados voluntários que se somaram ao ideal da esforçada Maria Cristina Paniza, presidente da Associação Viola Caipira Violeiros de Cunha.

Destaque-se a inestimável e indispensável contribuição do Governo do Estado de São Paulo, por meio de sua Secretaria de Cultura; Prefeitura da Estância Climática de Cunha, APAA – Associação Paulista dos Amigos da Arte e os parceiros apoiadores: Cunhatur, Amprasp, Rádio Serrana FM, Fernanda Oliveira Design, Escola Carlito Maia e Canal39.

O patrocínio do evento foi de: Usina Araucária, Quebra Cangalha Restaurante, Pousada Vila Rica, Hotel Fazenda São Francisco, Cooperativa de Laticínios Serramar, Veríssima Café e Bistrô, Gastronomia Vila Rica, O Lavandário, Alecrim Dourado Pousada, Latitude Lodge, Tropeira Violões e Violas Artesanais.

Texto: Marcos Ivan, com fotos de Edna Maischberger e Marcos Ivan.

A reportagem do Canal39 hospedou-se, em Cunha, na Pousada Vila Rica e com apoio da Gastronomia Vila Rica. Recomendamos.

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