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TURISMO

Fórum Nacional de Turismo e Esportes celebra decisão ratificada do STF sobre legitimidade da CNTur para representação do Turismo Nacional

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No centro, ministro Lummertz com Nelson Abreu à sua esquerda. (Foto: Marcos Ivan, Canal39)

Na última segunda-feira, 26, aconteceu – em São Paulo, importante Fórum Nacional de Turismo e Esportes, durante o qual foi abordado o tema: “ O Novo Panorama de Desenvolvimento Social e Econômico do Turismo e Esportes no Brasil”. O evento foi aberto pelo presidente da CNTur, Nelson de Abreu Pinto, que falou sobre a estrutura da instituição diante das últimas decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), legitimando a exclusividade da CNTur como a entidade sindical de âmbito nacional para a representação do Turismo.

O Seminário contou com a presença do ministro do Turismo, Vinícius Lummertz, o qual falou da importância do momento para o turismo brasileiro, quando o MTur procura investir em qualificação profissional, infraestrutura e promoção do país. “É o legado que deixaremos para o país”, declarou.

Ministro do Turismo, Vinicius Lummertz (Foto: Marcos Ivan, Canal39)

O ministro também disse considerar que “nós somos o maior potencial planetário em Turismo”, destacando o Brasil como um dos dez em maior potencial Cultural. Para a autoridade, o país tem uma grande reserva de esperança.

Analisando, em termos de experiência e conhecimento, Lummertz disse que os jovens atuais se diferem, em muito, dos brasileiro de mais idade, por conta da tecnologia e mais fácil acesso ao conhecimento. Salientou ter, a agricultura, vivido um tempo de libertação das pessoas, as quais deixaram uma vida agregada, o mesmo acontecendo com a evolução das atividades humanas no período da industrialização, libertando os trabalhadores da dúvida para um tempo superior de qualidade de vida e, “sobretudo de liberdade”.

Definindo a atualidade brasileira como a era de servir e ser servido, o ministro do Turismo disse ser, isso, muito importante para uma civilização como a nossa que tem oportunidades muito grandes.

“Nós temos a necessidade de ter um país mais eficiente e mais produtivo. É daí que virá o resultado da nossa luta e do nosso esforço. Por mais que nós tenhamos a sensação e o sentimento de que as coisas, no Brasil, melhoraram nos últimos anos, as razões pelas quais essas coisas melhoraram ou estão, de alguma forma, absorvidas ou foram transitórias”, frisou Lummertz, autenticando sua fala com a notória comprovação de que as pessoas estão endividadas.

Para o ministro, os gestores brasileiros, de um modo geral, se confundiram, haja vista o não aumento da produtividade. “O que nós produzimos é pouco, não por culpa do trabalhador ou do empresário. É o sistema que tem muitos custos de transação, muitos custos intermediários, gerando necessidade de mais esforço para pouco resultado”.

Apoiado nessa constatação, Lummertz comentou que, no Brasil, a posse de qualquer produto se torna muito mais cara, por conta do funcionamento da economia, a qual não permite ao cidadão ter valor para o seu produto e, sequer, poupar para investir. “Nós estamos presos em armadilhas do chamado crescimento médio (que é a característica de muitos brasileiros); armadilhas que vão impedir o nosso sonho de se realizar sem que as reformas sejam feitas. Reformas grandes, médias e micros, como se estivéssemos cuidando para todo o sistema circulatório (artérias e veias) funcionar normalmente”, continuou.

Alertando não ser natural o Brasil querer ter o mesmo padrão de vida dos países desenvolvidos com uma produtividade equivalente a um quarto deles, exaltou a necessidade de se por o assunto à mesa e promover intensa reflexão a respeito, em busca de aumentos salariais reais, contrapondo os custos inflacionários e diferenças já acontecidas. O ministro também manifestou seu desejo de que o Brasil não seja um país com tantos impostos e tantos juros.

A disparidade de investimentos em Turismo, comparando-se Brasil (U$ 30 milhões) com Estados Unidos ou China (U$ 300 milhões) ao ano não autoriza um desenvolvimento sustentável. Ou seja, o Brasil atingiria o investimento dessas duas referências somente em 10 anos. “Isso só iria se agravar”, garantiu o ministro.

Necessidade de investimento estrangeiro

Vinicius Lummertz afirmou ser indispensável o investimento de capital estrangeiro no Turismo brasileiro, haja vista a falta de condições para melhor empreender, por exemplo, em uma marina ou um parque temático. Segundo ele, o  último parque temático acontecido data de 20 anos atrás. Com respeito à isenção tarifária para a chegada de empreendimentos e equipamentos estrangeiros, disse que “o mundo não tolera mais essa falta de firmeza, de posição, de maturidade. Nós não somos mais um país adolescente. Já somos um país adulto e como tal, nós temos que nos responsabilizar, porque nós estamos com mais medo de fantasmas inventados do que a realidade efetiva. Mais medo de abrir um cassino resort integrado, de U$ 6 milhões de investimento, do que do crime organizado que se institui no Brasil com milhares de homens armados, a partir dos presídios”.

Fechando sua fala, o ministro mostrou sua certeza de que é preciso que todos se responsabilizem pelo verdadeiro amadurecimento do Brasil, para nossos jovens terem uma verdadeira herança boa, compartilhável com todas as descendências que nele vivem.

Deputado Federal Celso Russomano (Foto: Marcos Ivan, Canal39)

O Fórum contou com a participação do Deputado Federal reeleito Celso Russomano que ratificou a força de representação da CNTur e das entidades Sindicais no Brasil e a importância da causa Turismo como fator gerador de emprego e renda.

Russomano, que disse estar bastante envolvido com as ações do trade turístico, enquanto legislador na Câmara Federal, exerce a presidência da Delegação do Mercosul e, nessa condição, conseguiu aprovar o Projeto “Céus Abertos” o qual, certamente, deverá gerar mais movimentação para o Turismo no Brasil, motivando a concorrência entre as companhias aéreas, consequentemente provocando a redução dos preços das passagens aéreas, com a entrada em operações das companhias aéreas do Mercosul. “Muitas vezes temos dificuldades em fazer com que o o turismo interno aconteça por conta dos custos internos. Isso tem que acabar. Se a gente viaja na Europa, de um país para outro, pagando entre U$ 50 a U$100, por que no Brasil temos que pagar tão caro uma passagem aérea, que inviabiliza, de fato, o turismo?”, comentou o parlamentar, justificando que começou a se envolver com o projeto “Céus Abertos” exatamente por causa disso.

Russomano também disse não entender porque o Brasil não consegue, com a instalação de parques (a exemplo do Beto Carrero) ser um grande gerador de empregos e renda, movimentando todos os setores de serviços, principalmente.

Referindo-se à decisão do STF, a qual consolida a CNTur como representante do Turismo Nacional, disse ser, a mesma, “acertada, só colabora para que nós possamos focar exatamente no Turismo. Nós temos o sistema “S” e é um sistema que corre risco, hoje, no Congresso Nacional. Corre risco porque precisa mostrar para o que veio. O que está acontecendo no sistema “S” para o Turismo e o Esporte? Está faltando alguma coisa e é o momento errado para dizerem que não vão separar, não vão dispor de R$ 1,5 bilhão para o Turismo porque têm o interesse de centralizar”, disse, entendendo que ninguém venha a querer dispor de um orçamento nesse montante, mas, em continuação, considerou que “essa briga não leva a nada, só prejudica e vai fazer com que aqueles que têm interesse em acabar com o sistema “S” achem um motivo para que isso aconteça”.

Celso Russomano ainda comentou que o momento é para diálogo e união para, por conta da necessidade da geração de mais empregos, sermos capazes de suprir todas as regiões brasileiras. “Com tudo isso que o Brasil pode oferecer para o mundo, só falta uma coisa: vontade política de fazer. Se houver vontade política de fazer, vai acontecer”, finalizou o deputado federal.

Comemoração

O Seminário comemorou a decisão de ratificação do STF sobre a legitimidade da CNTur-Confederação Nacional de Turismo, como entidade de 3º grau sindical de âmbito nacional para a representação do Turismo Nacional. Os clubes esportivos se fizeram representar por Roberto Capellano, presidente do SindClubes São Paulo.

A FenaClubes é filiada à CNTur.

(Texto: Marcos Ivan, com colaboração de Alfredo Gimenes)

 

 

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1 Comentário

1 Comentário

  1. jean

    28 de novembro de 2018 em 19:39

    kkk Sindicatos no Brasil não dão nada de graça ,se preparem que vem cobrança em cima do setor ,partindo desse cidadão que perpetua no poder a anos em Sp não teremos muita esperança ,turismo é para quem entende e nao para amadores que nao pensam no futuro

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TURISMO

TURISMO: Senado aprova MP com 100% de capital estrangeiro ao setor aéreo brasileiro

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MP foi aprovada pelo Senado na noite desta quarta-feira (22). Crédito: Infraero

Primeira companhia internacional a se estabelecer no país, a Air Europa também foi autorizada nesta quarta-feira (22) a operar no Brasil (Por Cecília Melo)  .

O Brasil acaba de abrir o mercado para a participação de 100% de capital estrangeiro em empresas aéreas brasileiras. A mudança foi aprovada no Senado Federal, na noite desta quarta-feira (22), por meio da Medida Provisória 863/2018. A matéria segue agora para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, destaca que a mudança permitirá que empresas estrangeiras possam operar no país, aumentando a concorrência e, consequentemente, reduzindo o custo das passagens. “Tão ou mais importante que atrair turistas internacionais é criar condições para o próprio brasileiro viajar pelos destinos nacionais. Não é aceitável que um trecho interno seja mais caro que um bilhete para fora do país”, afirma o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. O titular da Pasta complementa ainda que a abertura não fere a soberania nacional tampouco flexibiliza as regras de segurança vigentes. “Empresas que tiverem interesse em operar voos entre destinos nacionais terão de abrir uma filial no território brasileiro, gerando empregos no nosso país e seguindo as nossas regras”, ressalta.

No movimento favorável a essa abertura de mercado, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou, também nesta quarta-feira (22), concessão para a Globalia Linhas Aéreas Ltda, grupo que administra a Air Europa, começar a operar rotas domésticas no Brasil. A iniciativa, inédita no país, é resultado de articulação do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, com o CEO da Globalia, Javier Hidalgo, em reunião realizada no início deste mês, na Espanha.

Trata-se da primeira empresa aérea internacional constituída no Brasil com 100% de capital estrangeiro para operação regular de voos de passageiros no país. “A chegada da primeira empresa internacional ao mercado doméstico tem tudo para reduzir o preço das passagens no Brasil. O aumento da competitividade beneficia o turista brasileiro e contribui definitivamente para o crescimento econômico e social do país”, afirma o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Com o Brasil sendo um dos principais mercados em potencial para a Air Europa, o diretor geral de Desenvolvimento Internacional da Globalia, Lisandro Menu-Marque, comemorou a aprovação e reafirmou o compromisso da companhia em alavancar o desenvolvimento do setor aéreo brasileiro. “A conquista é de todos e principalmente dos usuários dos serviços oferecidos pela aviação. Só temos a celebrar. A Globalia acredita no potencial do mercado brasileiro. Estamos dedicados a trabalhar juntos nos próximos meses para fazer realidade este grande projeto para nosso grupo e a indústria aérea e turística do Brasil”, destaca o diretor.

CONSENSO – O secretário interino de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura, Carlos Padro, reafirma que a abertura do capital estrangeiro, por meio da MP, é uma das principais políticas para garantir mais competitividade ao mercado nacional de aviação e, assim, trazer ao passageiro mais conectividade, mais oferta de rotas e preços mais acessíveis. “Intensas melhorias de infraestrutura em aeroportos nacionais, os modelos de concessões e a desregulamentação do setor aéreo vêm sendo trabalhados não só para tornar o ambiente de negócios brasileiro mais equiparado aos mercados internacionais, mas também contribuindo para o desenvolvimento do Brasil”, destaca o secretário.

Padro ressalta ainda que, com as regras previstas pela MP, a companhia área estrangeira passa a ser legalmente constituída como empresa brasileira e isso gera receita e renda ao país. “A Air Europa já é uma conquista para fortalecer esse cenário, mas tenho certeza que, com a MP em forma de Lei, várias outras empresas estrangeiras vão integrar o mercado aéreo nacional, que tem grande potencial a ser explorado”, reforça. Atualmente, quatro empresas – incluindo a Avianca, atualmente em recuperação judicial – concentram 99% do mercado da aviação civil no Brasil. A título de comparação, Colômbia, Argentina e Chile, com menos de um quarto da população brasileira, têm mais que o dobro de empresas em operação.

De acordo com o diretor presidente da Anac, José Ricardo Botelho, a abertura do setor aéreo a 100% de capital estrangeiro tem o poder de equiparar o mercado de aviação brasileiro ao que já é adotado em quase todos os setores da economia nacional. No Brasil, segundo Botelho, setores estratégicos como aeroportos, portos e ferrovias, eletricidade, mineração, óleo e gás, saúde e telecomunicações já permitem investimentos estrangeiros sem qualquer tipo de restrição. “A abertura do mercado permite aumento de investimentos, empregos e competição no Brasil. A única maneira de reduzir os preços dos bilhetes de avião é com mais concorrência, mais empresas”, diz.

ACORDO – Para que a MP 863/2018 não perdesse a validade e fosse votada hoje (22), foi acordado que o destaque da obrigatoriedade de 5% de voos operados pelas novas empresas aéreas em rotas regionais, por no mínimo dois anos, seria retirado do texto da MP. A negociação foi feita pelo líder do governo na Casa, senador Fernando Bezerra. “O governo se compromete, através do seu líder, e com o aval da Casa Civil – através de decreto que vai regulamentar o projeto de lei de conversão – a resgatar o dispositivo dos 5 pontos percentuais de estímulo à aviação regional às empresas internacionais que vão adentrar ao mercado brasileiro”, disse o senador durante a votação no Plenário.

Edição: Vanessa Sampaio

FONTE: Ministério do Turismo

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TURISMO

GASTRONOMIA E MÚSICA: Pinhão em festa junto com violas em Silveiras

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Divulgação

A cidade de Silveiras, no conhecido “Vale Histórico”, parte da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, já tem agenda cheia para o final de semana que se aproxima.

Especialistas em culinária à base de pinhão prometem atiçar o apetite dos moradores e turistas que estiverem visitando o Bairro dos Macacos, que fica a poucos quilômetros do centro.

A 8ª Festa do Pinhão está com programação bastante cuidada, trazendo para apreciação popular as manifestações mais autênticas das tradições brasileiras: a Folia de Reis de São José do Barreiro, a Capoeira e a Moda de Viola.

Serão dois dias de muita “cantoria”, pois já no sábado, 25, a partir das 14h, acontece o 1º Festival de Viola Caipira de Silveiras, com a presença de cantadores de diversas localidades.

Para quem desejar passar mais tempo no local da Festa do Pinhão, recomendamos a Pousada Santo Expedito. O contato pode ser feito por Whatsapp, tratar com o Senhor Joaquim Cirilo: 12 99753-8689.

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TURISMO

TURISMO: Governo do Estado e AMITESP focados em maior fluxo do trade

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(Divulgação)

A solenidade de posse da nova diretoria da AMITESP – Associação dos Municípios de Interesse Turístico do Estado de São Paulo marcou, neste sábado, mais um momento de fortalecimento das ações, conforme destaca a nota divulgada hoje pela Assessoria de Comunicação da Secretaria de Turismo do Estado de SP.

 SECRETARIA E AMITESP UNIDAS POR MAIOR FLUXO DO TURISMO

“Estruturar os produtos e destinos, efetuar a devida promoção e qualificar
seus profissionais, resulta no aumento do fluxo do turismo”, enfatizou o Secretário Executivo do Turismo do Estado de São Paulo, Marcelo Costa, representando o Secretário Estadual de Turismo, Vinicius Lummertz,  na manhã deste sábado durante a solenidade de posse da nova diretoria da Amitesp – Associação dos Municípios Turísticos do Estado de São Paulo.
Tudo aconteceu na cidade de Nazaré Paulista, ocasião em que a prefeita de Monteiro Lobato, Daniela de Cássia Santos Brito, foi reeleita para presidir a entidade que foi criada em 2015.
Ao parabenizar os integrantes da nova gestão, o Secretário Costa fez questão de ressaltar que é no próprio município que tudo acontece. “A diversidade está no Interior Paulista com grande espaço de crescimento para a atividade turística”. Disse que o grande desafio é reposicionar o Turismo do Estado tanto para inserção no mercado nacional como internacional. “Daí a necessidade de se atuar, também, pelos caminhos digitais que abrangem o universo. Atualmente, quem não está no mundo digital, não está no mundo, principalmente porque facilita a vida dos turistas e dos destinos”,  complementou o Secretário.

Por sua vez, a presidente Daniela falou que sua entidade tem por objetivo fortalecer os 140 Municípios de Interesse Turístico – MITs – “para o desenvolvimento socioeconômico e para qualificar a atividade turística de nossas cidades, resultando em emprego e renda”. Em meio à solenidade 51 municípios que faltavam, dos 140, receberam seus certificados de MITs. Vale ressaltar que antes da posse, a Fanfarra Municipal e a Orquestra de Viola de Nazaré Paulista mostraram sua arte ao público presente.

Eis a nova diretoria da Amitesp:

Presidente – Daniela de Cássia Santos Brito (prefeita de Monteiro Lobato)

Vice-presidente – Cândido Murilo Pinheiros Ramos (prefeito de Nazaré Paulista)

Secretário – Hamilton Bernardes Júnior (prefeito de Pedreira)

Tesoureiro – Naief Haddad Neto (prefeito de Divinolândia)

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