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DEBATE DE APARECIDA: Candidatos em clima morno não convencem

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Estúdio do Debate de Aparecida (Reprodução)

Em clima de muita reserva entre os candidatos, apesar da aparente descontração, aconteceu, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho, no Santuário de Aparecida, Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, o Debate de Aparecida, promovido pela CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e realizado Santuário Nacional, transmitido pela Rede Aparecida de Televisão, reuniu 7 dos 13 candidatos ao cargo máximo do Executivo Nacional.

Joyce Ribeiro, mediadora (Foto: Edna Maischberger, Canal39)

Brilhantemente conduzido pela jornalista Joyce Ribeiro, o Debate foi aberto com fala do presidente da CNBB, arcebispo de Brasília, cardeal Sérgio da Rocha deu as boas vindas aos participantes, destacando a proposta do evento.

Cardeal Sérgio da Rocha, presidente da CNBB (Reprodução)

“A CNBB tem ressaltado, diversas vezes, a importância do diálogo, do respeito e da não violência nas relações sociais, especialmente no âmbito da política. Esperamos muito que esse debate possa transcorrer num diálogo respeitoso”, disse o religioso, incentivando aos telespectadores a estarem atentos aos diversos momentos do Debate.

Composto por 5 blocos, o debate teve, em seu bloco inicial, a resposta de todos os 7 participantes a uma pergunta única, proferida pelo cardeal Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, o qual foi designado pela CNBB para esse ato: “Os senhores acreditam ser possível retomar o caminho da ética, restituir a credibilidade à política e fortalecer a democracia no Brasil”?

Guilherme Boulos (Reprodução)

Pela ordem de posição no cenário, Guilherme Boulos (PSOL) foi o primeiro a responder, referindo seu trabalho focado no atendimento aos sem teto e sem terra, baseando-se em fala do Papa Francisco sobre “teto-terra-trabalho” para o verdadeiro equilíbrio; prometendo reforma política, haja vista a ética perder espaço para os interesses do poder econômico privado, que troca apoio por espaços no governo. Alguns detalhes que, segundo sua visão, podem promover o enfretamento à corrupção na qual o Brasil está mergulhado.

Presidenciável pelo PT, Fernando Haddad, respondeu buscar fortalecer todas as intituições as quais combatem a corrupção no Estado, sem partidarismo, sem qualquer tipo de discriminação. Aos que cometerem atos ilícitos, buscará individualizar as situações e promover a punição exemplar. Para alcançar esse intento, destacou a necessidade de fortalecer a Controladoria, a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça. Com isso, segundo o petista, não haverá “sujeira sob o tapete”. A política com ética significa, para Haddad, favorecer os mais pobres, oferecer mais Educação em todos os níveis de aprendizado; oferecer atendimento na Saúde, Habitação. Citou os programas sociais do governo de seu partido e finalizou dizendo ser preciso combater exemplarmente a corrupção.

Álvaro Dias (Reprodução)

Álvaro Dias (Podemos) alinhou sua fala sobre a prioridade em combater a corrupção no país. “O Brasil não pode mais ser governado por organizações criminosas. Nos últimos anos, esse país foi assaltado e, segundo as autoridades judiciárias, foi governado por uma organização criminosa”, destacou Dias, no início de sua resposta. Também disse ser, para o bom ínicio do combate à corrupção, o fortalecimento das instituições reguladoras e o fim da prática que chamou de “guarda-chuva protetor de mais de 55 mil autoridades brasileiras (acabar com o foro privilegiado). Isso promoverá a verdadeira igualdade entre todos, perante a Lei. Com isso, haverá a refundação da República. Citou a Lavajato como exemplo a ser instituído para o combate à corrupção. Com isso, a ética se estabelece e resgata-se a imagem internacional do Brasil, com a consequente recuperação de investidores estrangeiros.

Ciro Gomes (PDT) definiu, como ferramentas para a restituição da ética, o exemplo. O candidato considera os corruptos como adaptáveis a todas as leis, buscando sempre levar vantagens. Abriu parênteses para citar sua carreira de 30 anos na política sem nenhum envolvimento com fatos que abalassem sua imagem. “Isso não é vantagem nenhuma, é apenas minha obrigação, mas eu estou me apresentando ao público brasileiro porque eu acho que o exemplo é melhor que muitas palavras”, sinalizou o candidato. A segunda ferramenta indicada por ele é a não utilização do mesmo formato, da mesma prática de gestão considerada nos últimos anos. Citou o fraccionamento dos partidos e as negociatas por suborno e fisiologismo como fatores contribuintes para a corrupção se instalar nos setores públicos. Propor ideias, antes, junto ao povo; manter viva a força popular, energizando a política; estabelecer um pacto federativo novo e promover um plebiscito, caso persistam impasses, segundo Gomes, são ações de seu plano de governo.

Henrique Meirelles (Reprodução)

Do PMDB, Henrique Meirelles apresentou sua resposta à pergunta feita por Dom Odilo fazendo analogia sobre o momento, o local e as falas. Um tanto visionário, disse que “para estarmos falando aqui sobre a ética, a honestidade, também tem um simbolismo especial. Aqui da Basílica nós podemos olhar para o país e ver como o que dissermos aqui pode se tornar, de fato, realidade”. Discorreu sobre a importância de pessoas honestas ocuparem cargos públicos, passeou por um tempo de sua carreira, destacou não ter sofrido com envolvimentos ações corruptas ou processos. Ocupou todos o tempo de dois minutos referindo transparência de seu trabalho e de sua equipe e as ações as quais considera exemplos de contribuição para a verdadeira ordem no país. Ficou sem objetividade sua resposta.

Marina Silva (Reprodução)

A candidata Marina Silva (Rede) comentou sobre a corrupção sistêmica e institucional que assola o Brasil, praticada dentro do órgãos públicos, com a utilização de mecanismos espúrios para uso do dinheiro publico. Referiu os prejuízos causados pela prática do crime, o que é inaceitável. A candidata comentou que os desvios de dinheiro público com a corrupção somam 6% do orçamento nacional, necessários – por exemplo – para se cuidar melhor da Educação. Citou o gesto de Jesus, ao expulsar os vendilhões que ocupavam o templo, como verdadeiro combate à corrupção. Citou, também, o Papa Francisco o qual, em uma de suas falas, define que a igualdade entre os homens se dá pela correta prática da política. Também defendeu maiores garantias e apoios às instituições mantenedoras da Ordem e da Justiça, para haver mais transparência administrativa. Assumiu o compromisso de promover uma gestão pública com ética, no combate à corrupção, para servir à Sociedade.

Geraldo Alckmin (Reprodução)

Geraldo Alckmin (PSDB) respondeu à mesma questão, definindo o enriquecimento por meio da política pode ser considerado ladrão, inclusive soletrando o termo e sugerindo que esse tipo de crime seja punido pelo Código Penal. A gestão do país, para o tucano, precisa ser por meio da política essencialmente ética, do contrário não é politica. “Nós defendemos a ética porque o modelo é que está errado. Para ele, não é possível a existência de 35 partidos políticos, haja vista não termos 35 ideologias. Defendeu, também, o fortalecimento das instituições de controle; atualizar a legislação; destacou a falta de punição para os chamados crimes do “colarinho branco”; enalteceu a Operação Lavajato como um marco na política brasileira; defendeu a inversão do ônus da prova para que os políticos e servidores acusados de enriquecimento ilícito se responsabilizem pela comprovação da origens de seus bens e que haja exemplaridade.

Ao longo dos outros módulos do Debate de Aparecida, os candidatos presentes falaram de suas propostas de governo, fizeram perguntas entre si, num tom notadamente contido.

Muitas vezes, apesar de aparente experiência para falar em público, os candidatos não souberam utilizar o tempo determinado para perguntas e respostas, perdendo-se no “timming” das falas, como foi o caso de Álvaro Dias, que não conseguiu perguntar a Boulos no início do segundo bloco do Debate. Ciro Gomes foi outro que não soube, em alguns momentos, resumir suas falas e demonstrar sua proposta de governo ou questionar seus adversários.

De um modo geral, cada um buscou se garantir sobre sua plataforma, destacando os óbvios problemas que afligem os brasileiros e se posicionando favoráveis a mudanças.

Haddad, para manter o discurso do partido, prometeu acabar com a terceirização e com a Reforma Trabalhista, contrapondo-se a Alckmin, que foca estabelecer ações para legitimar os sindicatos.

Jornalistas convidados também fizeram perguntas aos 7 presidenciáveis os quais, como já havia acontecido anteriormente, buscaram não se comprometer nas respostas. Em alguns momentos, as respostas ficaram sem complementação ou – até, ao nosso ver – evasivas, pois os questionados buscavam, de uma forma de ou de outra, “não segurar a batata quente”…

Algumas citações não nominais, mas referentes ao candidato Jair Bolsonaro foram feitas, em tom de incredulidade quanto à sua possibilidade de o mesmo ter bons resultados nas urnas.

No último bloco do Debate de Aparecida, a Igreja, por meio da CNBB, questionou os candidatos. Cada um foi perguntado por uma autoridade católica e posicionamento quanto aos quesitos foi, de um modo geral, favorável às expectativas dos perguntadores.

Dom Orani Tempesta (Reprodução)

Para Fernando Haddad a pergunta foi feita por Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, sobre como o candidato trabalharia o tema Violência, que se manifesta complexo e assustador em todo o país.

Haddad disse da necessidade de se tratar do tema em conjunto, distribuindo oportunidades com isonomia evitando alternativas para a instalação da Violência. Segundo o candidato, compete aos Estados a gestão deste problema e não têm conseguido sucesso. Não existe, conforme declarou, a interação entre governadores e prefeitos, o que prejudica as decisões e ações. Para Haddad, é preciso estabelecer-se essa prática de envolvimento por meio de legislação adequada. Citou ainda a dificuldade dos governos estaduais combaterem o crime organizado que se espalhou pelo Brasil. A abordagem e o combate, segundo ele, precisa ser por agentes federais, os quais necessitam de melhor aparelhamento em todos os sentidos.

Dom Orlando Brandes (Reprodução)

O arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes dirigiu sua pergunta ao sorteado Ciro Gomes para explicar sua visão sobre o agronegócio e a agricultura familiar no Brasil. Gomes citou a necessidade de se cuidar das ações preservacionistas e fazê-las evoluir para que a agricultura familiar, responsável por 80% do abastecimento das mesas, seja beneficiada por linhas de crédito mais acessíveis; solução para as dificuldades com assistência técnica e operacionalizar o envolvimento governamental para a utilização mais plena dos recursos auferidos com essa prática familiar, geradora de empregos.

Quanto ao agronegócio, apesar de recolher menos impostos por conta da exportação, e ter menos custos, por ser bastante mecanizado, Ciro o tem como uma alternativa econômica para suprir as mazelas da devastação sofrida pelas industrias, vítima, segundo ele, da estúpida polítia econômica dos últimos anos.

Dom Darci Nicioli (Reprodução)

Dom Darci Nicioli, arcebispo de Adamantina (MG), perguntou a Álvaro Dias sobre como superar a desigualdade social e promover a melhor distribuição de renda no Brasil. Refundar a República, com igualdade de oportunidades, valorizando trabalho, emprego e produção e salários.

Promover reformas, inclusive da presidência, social, tributária; reforma trabalhista “pra valer, com foco no trabalho e geração de emprego”; combate à corrupção; desburocratização, regulação de procedimentos e tributação na renda e não no consumo são itens de sua visão quanto ao tema abordado.

Dom Pedro Stringhini (Reprodução)

Marina Silva foi perguntada pelo bispo de Mogi das Cruzes, Dom Pedro Stringhini a respeito da questão dos povos indígenas, quilombolas e pescadores artesanais.

Silva declarou seu compromisso de demarcar o território indígena, respeitar a cultura nativa, e de manter sob sua prerrogativa a condição de assim proceder.

Dom Guilherme Werlang (Reprodução)

O bispo da cidade de Lajes (SC), Dom Guilherme Werlang, fez sua pergunta ao presidenciável Geraldo Alckmin, abordando Saúde e Educação, baseando-se na PEC 95.

“Congelar gastos primários, especialmente na Saúde, Segurança, na Infraestrutura e não congelar o pagamento dos juros, por exemplo, lhe parece uma proposta justa”?

O ex-governador de SP disse ter como meta contemplar a Educação Básica, no ensino infantil, abrindo mais creches e zerando a demanda reprimida com mais investimentos, evitando a aplicação dos valores atuais em cursos superiores. Na Saúde, pretende ajudar os jovens no combate à dependência química e fazer um grande trabalho com os idosos.

Dom João Bosco Barbosa (Reprodução)

A defesa da vida e a questão do aborto foram os itens da pergunta do bispo da cidade de Osasco (SP), Dom João Bosco Barbosa, o qual pinçou alguns momentos do Debate onde se tratou das crises que assolam o país: economia, ética, política. Dom João Bosco reafirmou a posição da CNBB em defesa e integralidade da vida, especialmente a do nascituro. A pergunta, dirigida a Henrique Meirelles: Qual é a sua posição em relação ao aborto?

O candidato defendeu um argumento no qual deixou claro ser contra qualquer tipo de radicalismo; reconheceu a doutrina católica e de outras religiões, as quais compete ensinar sobre o valor da vida mas, nas entrelinhas, defende o direito de as mulheres buscarem solucionar momentos dramáticos, extremamente difíceis em sua vida. Não declarou-se abertamente em favor da prática mas alertou que é uma posição de maior parte da sociedade, com regulamentação legal em muitos casos específicos.

Dom Francisco Biasin (Reprodução)

Guilherme Boulos foi o último a ser questionado, ouvindo a pergunta de Dom Francisco Biasin, bispo de Barra do Piraí/Volta Redonda (RJ). Dom Biasin quis saber, do petista, sobre polarização na política e como ele tratará o diálogo com os outros poderes da República e com os movimentos sociais.

Boulos, contrário, segundo sua fala, ao processo de polarização que promove o ódio e a violência, explicou que o retrato da situação, no Brasil, é o profundo abismo social, resultante do poder economico em mãos de meia dúzia de milionários, em detrimento a milhões de brasileiros. Para ele, é preciso que haja um diálogo democrático, sem compra de apoio e negociatas e não como o modelo atual, que gerou desesperança em todos. Em seu entendimento governabilidade não pode contemplar apenas as intituições, mas, sim, em todos segmentos da sociedade. Valorizou a importância de o povo ser ouvido e ter poder de decisão. “A democracia brasileira não pode ser um reality show (citando nominalmente conhecido produto de televisão), onde as pessoas decidem quem fica, que sai, mas não decidem o que acontece dentro da casa. Defendeu plebiscitos, referendos, conselhos, movimentos sociais, participação popular.

Em síntese, quanto às perguntas dos religiosos, os debatedores procuraram focar suas falas mais na possibilidade de transmitirem um briefing de sua plataforma, quanto aos temas abordados, do que efetivamente responderem, com clareza, ao solicitado. Procuraram, não veladamente, se esquivar de se exporem com opiniões mais formais, preferindo, em muitos momentos, atribuir culpas e prejuízos ao sistema atual, sem convencerem de suas reais possibilidades de êxito. Segundo eles, tudo é preciso, para mudar o país, algo muito óbvio e que a sociedade sabe bem como a situação está. Não chegaram a empenhar uma palavra de compromisso com a Nação.

Álvaro Dias, inclusive, disse aceitar a renúncia de Alckmin em seu favor e Meirelles definiu-se vencedor já no primeiro turno. “O segundo turno é irrelevante, mas em tenho certeza de vencer”. Essas duas falas dos candidatos ocorreram momentos antes do Debate, em contato com os jornalistas.

O Debate de Aparecida, sem dúvida, foi uma forma de a sociedade ter mais um contato com os principais concorrentes à mais desejada cadeira de Brasília.No entanto, apesar de todos serem experientes nas lides políticas, muitas vezes se perderam no timming das respostas ou perguntas.

A CNBB e o Santuário de Aparecida cumpriram sua missão de procurar esclarecer à sociedade, num todo, oferecendo espaço importante na televisão, inclusive com liberação de sinal às emissoras interessadas, ampliando a possibilidade de mais pessoas terem acesso ao Debate.

O Canal39 cumprimenta a todos os organizadores, todas as equipes e imprensa envolvida pelo empenho em oferecer, com elevado grau de profissionalismo, à opinião pública um momento a mais para reflexão antes da decisão pelo candidato de melhor potencial para governar o Brasil a partir de 01 de janeiro de 2019.

Texto: Marcos Ivan de Carvalho, Mtb36001

Fotos: Edna Maischberger / Reprodução

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EDITORIAL: Caminhabilidade completa e reforça a Acessibilidade

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Um dos grandes temas a ser intensamente considerado, discutido e tratado com a atenção e conhecimentos necessários, não só em Pindamonhangaba, mas, também, em qualquer município onde a Gestão Pública se confirme como efetivamente comprometida com as modernas normas do ordenamento público é, sem dúvida alguma, a Caminhabilidade.

Muito se fala em Acessibilidade, contemplando-se esforços em cumprir normas estabelecidas para atendimento aos cidadãos com algum tipo de necessidade especial e sua maior e melhor inserção social.

Caminhabilidade é, no sentido amplo do termo, a condição oferecida a todos os cidadãos de um município no intuito destes poderem gozar de conforto, segurança e infraestrutura adequada para transitar, a pé, pelos diversos pontos da cidade. Isto, naturalmente, estende-se como benefício e garantia aos turistas.

Em Pindamonhangaba, atualmente se cuida da adequação do Plano Diretor do Município, com encontros de grupos técnicos, focando a modernização do texto legal.

No trabalho elaborado pela Geo Brasilis, empresa contratada para fazer o levantamento das condições atuais e trabalhar na adequação necessária, consta o seguinte:

6.2.6.1. Transporte a pé

As calçadas e passeios, além da infraestrutura de transposição de barreiras, como passagens inferiores e em nível, e os pontos de travessia de pedestres, constituem o sistema de transporte a pé do município.

Em campo, foi possível observar as seguintes características relacionadas ao sistema pedonal:

A topografia na principal área urbanizada é plana, favorável aos deslocamentos a pé (…);

Grande parte dos passeios é descontínua, com ausência em alguns trechos (…); Carência de padrão dimensional, tanto na área central quanto nos bairros, além de obstáculos que impedem a passagem (…);

Calçadas com superfícies irregulares (…) e infraestrutura incipiente voltada à acessibilidade, notadamente nos bairros mais afastados do centro.

………

O município de Pindamonhangaba conta com legislações que tratam das diretrizes e responsabilidades sobre a construção e a manutenção do passeio, a saber:

Lei Municipal nº 1.746/1981 – Dispõe sobre a construção e conservação dos passeios;

Lei Municipal nº 1.859/1983 – Proíbe o plantio de árvores que danificam calçadas e muros;

Lei Municipal nº 1955/1984 – Dispõe sobre a construção de calçadas e dá outras providências; e

Lei Municipal nº 2.490/1990 – Dispõe sobre a limpeza de terrenos e construções de calçadas. As normas em vigor são genéricas e não tratam das dimensões mínimas nem detalham as condicionantes construtivas e os prazos para sua regularização, o que evidencia a carência de ações para assegurar a livre circulação de pessoas, em especial dos portadores de necessidades especiais ou com mobilidade reduzida. Para tanto, cabe o município prever legislação específica e proceder com a conscientização e fiscalização dos passeios, de tal modo a implantar os dispositivos já estabelecidos pelas Normas Federais de Acessibilidade, ABNT NBR 9050/2015 e NBR 16537/2016 ou as que vierem a lhes substituir”.

(Obs.:No inteiro teor, os parênteses indicam fotos com exemplos das situações comentadas).

Atualmente, os setores competentes da Prefeitura de Pindamonhangaba realizam serviços de sinalização horizontal nas vias públicas, constroem/reformam rampas de acesso em diversos pontos das calçadas. Entretanto, pelo que se pode observar, o critério eletivo para determinação dos locais e a execução das rampas, propriamente dito, não tem embasamento definitivo nas normas.

Simplesmente para exemplificarmos:

No cruzamento da Avenida Alburquerque Lins com a Rua Laerte Machado Guimarães (na chamada “esquina da Telesp”) há a seguinte configuração:

1 – Calçada da empresa de telefonia: rampa construída/reformada sobre uma tampa de poço de inspeção;

2 – Calçada oposta, rampa “abaulada” em um dos lados, por conta da irregularidade do piso da calçada.

Reprodução Google Maps com anotações da redação do Canal39

Foto: Google.com/maps

Como referimos, a Caminhabilidade é considerada fortemente, quando da avaliação pelos especialistas em Turismo, para indicação dos chamados “City Tours à pé”, pelo centro das cidades.

Por isso, há que se cuidar, exaustivamente, do desenvolvimento de recursos e ferramentas, além de legislação adequada, para que Pindamonhangaba se enquadre no rol das cidades preocupadas com o conforto dos cidadãos locais e turistas. Assim, mesmo em não havendo, ainda, a conquista da Certificação como MIT – Município de Interesse Turístico, é possível consagrar o esforço e a dedicação de todos para melhor inserção do nome da cidade nos roteiros programados.

Para isso acontecer, além do Executivo realmente se debruçar sobre o tema com intenções as melhores possíveis, indispensável é a presença e a participação ativa do COMTUR – Conselho Municipal de Turismo para deliberar o que, definitivamente, pode vir a ser melhor para a cidade, dentro do seu foco apolítico, apartidário e impessoal.

Fica a dica.

Marcos Ivan de Carvalho – Jornalista Profissional MTb36001

Gestor de Turismo

Diretor do Canal39

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Por quê indico o Alemão para presidente da Diretoria da Ferroviária?

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Por quê indico o Alemão para presidente da Diretoria da Ferroviária?
Fácil responder.

O moço conhece cada palmo das instalações do clube.

Aliás, quando prestei serviços para a Ferroviária, na Assessoria de Imprensa, eu o chamava de São Pedro, apelido carinhoso devido ao tanto de chaves que o Alemão carregava consigo, o tempo todo, durante sua jornada de trabalho.

Certa vez encontrei, nos arquivos fotográficos, uma foto de um jovem de cabelos longos, trabalhando na construção de uma das piscinas. Era o Alemão, o Valdir.

Ele tem conhecimento, na palma das mãos, da maioria dos espaços da Ferroviária.

Durante 25 anos o Alemão acompanhou a história do clube da cidade. Por sua dedicação e habilidade no trato com as pessoas, sempre foi benquisto pelos diretores e funcionários.

Na verdade, estes foram, sempre, seus parceiros dedicados, também.

O Alemão cuidou de suas atividades e ganhou importantes oportunidades, todas bem conduzidas pelo seu modo respeitador e honesto de cumprir as funções de seus cargos.

Agora, já não mais funcionário do clube, Alemão decidiu dedicar parte de seu tempo e utilizar todos os conhecimentos conseguidos para fazer muito, e muito bem feito, em prol da Associação Atlética Ferroviária.

De que maneira?

Candidatando-se a presidente da Diretoria Executiva, contando com a parceria inteligente e bem orientada do conhecido Marcelo Demorô.

Há que se salientar, inclusive, que o Alemão Valdir fala e entende a língua dos associados, compreende seus anseios e expectativas.

Por isso, já tem montado um incrível time de conhecedores dos meandros de uma gestão eficiente para um clube do porte da Ferroviária e desfruta do apoio e da confiança desse timaço, o qual já está a postos para colaborar com o sucesso na conquista dos melhores resultados com as propostas apresentadas pela Chapa 100% – Ferroviária de Todos Nós. Todas estas propostas focadas no bem estar primeiro dos associados e na integração dos simpatizantes, de forma ordenada e dentro do que é estabelecido pelo Estatuto Social.

Por isso é que indico, recomendo mesmo, a Chapa 100% – Ferroviária de Todos Nós para a Diretoria Executiva da Associação Atlética Ferroviária.

As eleições acontecem no domingo, dia 07 de abril, no Ginásio de Esportes Tobias Salgado.

Vale a pena direcionar seu voto, associado, à dupla Alemão Valdir e Marcelo Demorô.

Afinal, são 25 anos de experiência a serviço dos associados. Isso precisa ser valorizado.

 

Atualmente, devido à velocidade das tarefas profissionais, não sou associado ao clube, mas nada me impede de voltar a sê-lo e indicar o mesmo para muitos amigos.

Penso e sinto assim: é tempo de Chapa 100% Ferroviária de Todos Nós.

Marcos Ivan de Carvalho, Mtb36001 – RG 7.753.302-7

Jornalista, diretor do Canal39.

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SOCIEDADE: Chapa 100% Ferroviária de Todos Nós apresenta suas propostas de trabalho.

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Em 7 de abril próximo, acontece, na Associação Atlética Ferroviária, clube sócio-esportivo de Pindamonhangaba, a Assembleia Geral para eleição da nova Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo.

Concorrem à Diretoria Executiva duas chapas, devidamente registradas, dentro do que exige o Estatuto Social.

A Chapa 100% Ferroviária de Todos Nós, encabeçada por Alemão Valdir para a presidência e Marcelo Demorô, como vice, define suas principais metas para a nova gestão da Diretoria Executiva.

Alemão Valdir trabalhou durante 25 anos na Ferroviária e afirma que “tudo o que tenho devo a ela e, por isso, quero dedicar meus esforços e conhecimentos do clube no sentido de, cada vez mais, garantir a presença da Ferroviária no conceito de um dos melhores clubes da nossa Região”.

Em conversa com Alemão Valdir, obtivemos uma lista dos objetivos da Chapa 100% Ferroviária de Todos Nós, no intuito de melhores condições oferecer a todos os associados ao clube e, também, a todos os simpatizantes do alviverde.

Vejam os 17 itens do Plano de Trabalho da Chapa 100% Ferroviária de Todos Nós:

Alemão Valdir e Marcelo Demorô, Chapa 100% Ferroviária de Todos Nós.

01 – ESTATUTO SOCIAL: Fazer cumprir os artigos do Estatuto Social e decretar o fim da isenção de mensalidade para Diretores e seus dependentes;

02 – PRIORIDADE AO ASSOCIADO: Criação de um plano, o “Sócio Show”, destacando e priorizando a figura dos Associados em todos os eventos do clube e para viabilizar a presença de não-associados em Mega Shows;

03 – INTEGRAÇÃO – Oferecer um café da manhã, com a Diretoria, contando com a presença de Associados, no último domingo de cada mês, objetivando estreitar e reforçar os laços de amizade e simpatia entre a Comunidade Alviverde;

04 – REATIVAÇÃO – do sistema de aquecimento da Piscina Semi-olímpica para melhor atender aos Associados, principalmente nos períodos mais frios do ano. Ao mesmo tempo, desenvolver estudos para aquisição de um sistema de captação de Energia Solar, mais econômico e de grande utilização atualmente;

05 – BAILES – Investir na realização dos tradicionais e concorridos “bailes da terceira idade”, muito procurados em diversos salões da Região. Para esse tipo de evento, contratar artistas de época e de renome nacional;

06 – EMPREGABILIDADE – Criar o núcleo emprego para Associados, destinado a quem estiver fora do mercado de trabalho, contribuindo para sua recolocação mais rápida;

07 – SEGURANÇA AOS FREQUENTADORES – Criar um ambiente de segurança para acolher todas as pessoas no término de grandes bailes e shows.

Regra geral, os eventos terminam em horário diferente daquele no qual começa a funcionar o transporte coletivo da cidade. Para aqueles que não tiverem condução para ir embora, haverá um programa de acolhida segura, até o horário dos primeiros ônibus;

08 – RECEPTIVO: Adquirir e instalar um sistema eletrônico, destinado a repelir todo tipo de aves que se alojam no Ginásio e possíveis de causar incômodos ou risco de doenças aos frequentadores;

09 – ECONOMIA – Implantação de um reservatório de águas pluviais, com capacidade de 20 metros cúbicos, a ser usado nos sanitários. Ao mesmo tempo, desenvolver estudos para implantação de um sistema de reuso das águas dos chuveiros, para a mesma finalidade;

10 – CONFORTOPavimentar e cobrir o estacionamento dos Associados, na Sede Social; construir um novo bar e novos sanitários (masculino e feminino) no Campo de Futebol;

11 – MAIS SEGURANÇA E OPÇÕESIluminar o Campo de Futebol, proporcionando condições de uso em horários alternativos, noturnos, para evitar exposição dos Atletas às condições de calor excessivo;

12 – PRIVACIDADE E MAIS ADEQUAÇÃO – Construir um vestiário privativo para crianças, com possibilidade de acompanhamento pelos pais;

13 – MAIS CONFORTOConstruir 2 banheiros no Deck, para atender os usuários da Lanchonete;

14 – INCENTIVOContinuar investindo no Departamento Esportivo, mantendo as ações atuais e instituir categorias de base em Karatê, Voleibol e Basquetebol;

15 – PREVENÇÃO: Investir, sem medir esforços, no Sistema de Segurança e Combate a Incêndio, aprimorando os Brigadistas mensalmente para que todos os eventos sejam realizados com 100% de segurança e mantendo nosso Alvará sempre em dia com os órgãos públicos fiscalizadores;

16 – SEGURANÇA E MAIS ECONOMIAAmpliar a Academia, elevando o contrapiso para proteger equipamentos elétricos contra eventuais curto-circuitos em dias de fortes chuvas. Também, construir uma saída de emergência em caso de alagamento no setor;

17 – AÇÃO EM EQUIPETrabalhar em sintonia com a Diretoria Executiva; Conselho Deliberativo e Funcionários, para que possamos fazer o melhor para os associados, porque a Ferroviária é 100% de todos nós!

Agradecemos à dupla Alemão Valdir e Marcelo Demorô pela atenção à nossa reportagem e apresentamos nossos cumprimentos pela candidatura e votos de sucesso.

Marcos Ivan de Carvalho

Blog do Diretor

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