QUE FIQUE TUDO BEM CLARO

QUE FIQUE TUDO BEM CLARO

Na quarta-feira feira de Cinzas, em casa, no café da manhã, conversei muito com minha esposa e conselheira fiel, Edna Maischberger. Ela é muito de minha sensatez, minha serenidade, minha paz.

Prometi, por conta de percepções durante os festejos de Momo, não mais me preocupar com a política praticada pela atual administração, em se tratando de Pindamonhangaba, principalmente.

Hoje, pela manhã, acompanhando o depoimento do jornalista Irani Lima, durante a CEI instaurada para apuração de “indícios de conduta incompatível com a moralidade pública, por parte do senhor Fabiano Vanone, Secretário de Gabinete da Prefeitura de Pindamonhangaba”, pedi perdão a minha querida Edna para fugir ao prometido.

Não há como ficar calado diante de tamanha aberração mantida pelo atual prefeito Isael Domingues.

A proposta de gestão integrada tem se misturado com gestão estragada. Muitos apoiadores de Domingues caíram “na real”, como aconteceu comigo e minha família. Até alguns parceiros de campanha já se arrependem, retirando o apoio.

Pareceu-nos, num primeiro momento, que o nó da garganta seria desatado, os sorrisos subiriam dos lábios para os olhos e as bocas falariam elogios às ações de qualidade.

Nada disso aconteceu, a partir do gabinete gestor.

O áudio, destacado de uma fala mais longa – segundo o experiente e responsável Irani Lima, ofende diretamente todos os conceitos de educação, moral e comportamento de agentes públicos. Falta com o respeito à população, aos poderes constituídos, à cidade e aos políticos, de um modo geral.

Irani Lima – mesmo não sendo morador da cidade – TOMOU PARA SI O DEVER DE DEFENDÊ-LA, ASSIM COMO AO POVO E, NO PACOTE, AOS POLÍTICOS ATUAIS.

Com serenidade e sabedor de suas responsabilidades, profundo conhecedor dos procedimentos da Ética e da Legislação, Irani não titubeou diante dos quesitos formulados.

O áudio, circulado nas redes sociais no começo do ano, com voz atribuída ao acusado, denominava a cidade, seu povo e até seus políticos como excrementos, sujeira, “merda” (este é o termo contido no áudio publicado por Irani Lima, quando da denúncia em seu blog).

Nossa redação recebeu, em 18 de janeiro de 2017, uma NOTA OFICIAL, enviada pelo Departamento de Comunicação da Prefeitura.

Vejam o teor:

Pindamonhangaba, 18 de janeiro de 2017

NOTA OFICIAL

 Informamos que o áudio atribuído ao secretário de Gabinete, Fabiano Vanone, postado em um blog regional é uma gravação falsa. A voz gravada não é do secretário.

O secretário já tomou medidas judicias cabíveis para o blog que publicou, e para os compartilhamentos nas redes sociais.

Atenciosamente, 

Secretaria de Gabinete

Prefeita Municipal de Pindamonhangaba “.

Analisando:

A Prefeitura dispõe de tecnologia para analisar os sinais de um gráfico de áudio, comprovando não ser voz do cidadão citado? Existem técnicas capazes de determinar padrões de sinais compatíveis ou não com a voz original, mesmo quando o emitente se esforce para disfarçar. Somente peritos podem afirmar, com larga amplidão de razões, a probabilidade positiva ou negativa;

Irani Lima não divulgaria informação falsa, pelo simples fato de ter conhecimentos legais e profissionais a respeito das penalidades atribuídas por conta de injúria, calúnia, difamação e, até, falso testemunho ou depoimento;

Como o jornalista disse à CEI, a nota oficial precisaria ser firmada, autografada pelo Chefe do Executivo, Dr. Isael Domingues e não como está no texto “Prefeita Municipal de Pindamonhangaba” (o grifo é nosso).

Em nosso entendimento, o correto seria o prefeito determinar o afastamento temporário do acusado, sem perceber remuneração dos cofres públicos, até a apuração final dos fatos quando, isto sim, publicaria uma Nota Oficial “oficial mesmo”, com as providências e resultados, tais como; exoneração ou não, culpabilidade ou não.

Ainda no teor da nota, sem assinatura real, há a promessa de “medidas “judicias” (nosso grifo) cabíveis” ao autor da publicação e do áudio e, ainda, aos internautas que a compartilharam na rede mundial de computadores. Expediente redigido às pressas, notada reação de quem se sentiu descoberto, exposto e sem justificativas.Tiraria do ar, por exemplo, a página “Pinda Cidadã”? Seria, no mínimo, o cúmulo das mais incabíveis pretensões...

Ponderemos:

Outro nobre cidadão de Pindamonhangaba, Dr. Julielton Modesto, profissional conhecedor de Leis e condutas legais, também se sentiu indignado e denunciou, pelos meios de direito, a prática de ofensa por agente público.

Se dois profissionais, cada um em seu ambiente de trabalho, conhecedores dos Códigos e Leis de suas atividades levantaram a bandeira em defesa da dignidade de um povo, o que falta para se tomar, por parte da Administração Municipal, o procedimento mais recomendado?

Destaco não ter, de minha parte, o mínimo interesse em compor num quadro de profissionais da gestão atual, mas não posso ficar calado diante dessa absurda situação.

Durante a campanha de Isael, busquei – como cidadão – comungar da proposta alardeada nos comícios sobre o caminhão da coligação. Como profissional, até ouvi – de muitos amigos – eu estar correndo o risco de “se o outro ganhar, você estará na roça”...

No comício da vitória, abracei Isael e lhe disse: “Vai e lava nossa dignidade”. Nâo adiantou. Pelo visto, deixou que jogassem merda na nossa cara.

A CEI instaurada, conforme o seu presidente, nobre vereador Roderley Miotto, busca esclarecer os fatos, mas sem o poder de exercer qualquer tipo de penalização, caso os mesmos se identifiquem verídicos. Caberá, única e exclusivamente, ao prefeito da cidade.

Perguntamos: afinal de contas, quem tem a caneta na mão? Quem é dono das decisões? Quem nomeia, “desnomeia” e deixar fazer e acontecer?

Seria, realmente, Isael Domingues ou o oportunista Padre Afonso, já com olhos nas próximas eleições de 2018?

O partido do padre tinha coligação com a principal chapa adversária de Isael, (com o devido respeito às demais). Mesmo assim o candidato do PR ganhou as bênçãos políticas de padre Afonso... De “grátis”?

O senhor Fabiano Vanone, nesse contexto em apuração, teria espalhado sujeira no ventilador e se delicia, agora, com o conforto mensal de polpudo salário auferido do suor de quem é vítima de sua fala chula, pejorativa.

Também viaja com o prefeito, até mesmo para Brasília, participando de encontros com outros políticos, sendo as despesas pagas pelo município, dinheiro do povo ofendido. É bonito, justo isso? Sem nenhuma medida preventiva?

Conforme o jornalista ouvido, até o momento não houve nenhuma ação efetiva por parte de Vanone, o qual havia prometido “medidas cabíveis”. Lima, inclusive, o desafia a informar qual o destinatário do áudio. Desta forma estaria comprovada a autenticidade do mesmo. Claro está ninguém ser obrigado a oferecer provas contra si mesmo...

O inteiro teor do áudio será encaminhado aos membros da CEI, conforme garantido pelo jornalista ouvido.

Reforçamos: pelo simples fato de não haver nenhuma comprovação de ser falsa a gravação e o não afastamento de Vanone (o procedimento mais inteligente e sensato por parte do prefeito) parece que os vereadores apenas cumprem regulamento, instaurando a Comissão Especial de Inquérito, cujo relatório final (mesmo comprovando a veracidade da acusação) torna-se-á inócuo ao acusado, caso o prefeito não tome providências em nome da ordem, da dignidade, da cidadania e da moral.

Para refletir:

Na primeira noite eles se aproximam

e roubam uma flor

do nosso jardim.

E não dizemos nada.

Na segunda noite, já não se escondem:

pisam as flores,

matam nosso cão,

e não dizemos nada.

Até que um dia,

o mais frágil deles

entra sozinho em nossa casa,

rouba-nos a luz, e,

conhecendo nosso medo,

arranca-nos a voz da garganta.

E já não podemos dizer nada.”

(Eduardo Alves da Costa)

Quebrei minha promessa, em meu nome e por não acatar nenhum tipo de ofensa a mim, à minha família e à minha terra adotiva, Pindamonhangaba. 

Aos políticos, cabe fazer a parte deles, desde que se entendam merecedores de respeito, também.

Irani Lima e Julielton fizeram a parte deles e somo meus reclamos aos dos dois.

Só para imaginarem o que é possível fazer pela cidade: 100 cargos de confiança x R$ 8.000,00 (média de cada um) = R$ 800.000,00. E ainda há quem falte com o respeito ao dinheiro do povo!

Acho que minha querida Edna já me perdoou.

É a minha Opinião.

Marcos Ivan de Carvalho

Publicitário, Jornalista Independente Mtb 36001.

 

 

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